Francisco Leitão, conhecido como “Rei Ghob” foi condenado esta segunda-feira a 17 anos de prisão pelos crimes de violação de menores, pornografia de menores, ameaça agravada e devassa da vida privada.
O tribunal considerou-o culpado de apenas 14 das centenas de crimes de que era acusado, entre os quais 542 de violação.
Os crimes remontam a factos ocorridos entre 2009 e 19 de Julho de 2010, data em que foi detido pela Polícia Judiciária por ser o principal suspeito do homicídio de três jovens, crimes pelos quais, em 2012, foi condenado a 25 anos de prisão.
À saída do tribunal o advogado de Francisco Leitão, Hélder Cristóvão, mostrou-se satisfeito pelo facto de o seu cliente ter sido condenado apenas a 14 crimes e não a totalidade de 551 de que era acusado.
Durante as sessões de julgamento, que se iniciaram no dia 15 de Maio, Francisco Leitão nunca quis prestar declarações ao colectivo de juízes.
O Ministério Público não pediu uma pena concreta, sublinhando que a condenação a ser aplicada neste caso terá de fazer cúmulo jurídico com os 25 anos (pena máxima) aplicados em 2012, pelo homicídio de três jovens. Caso se aplique o cúmulo jurídico, o “Rei Ghob” terá de cumprir ainda 37 anos de prisão.
Francisco Leitão cumpre uma pena de 25 anos no Estabelecimento Prisional de Vale de Judeus, Alcoentre.
A leitura do acórdão estava agendada para as 14h00 no Tribunal Judicial da Comarca de Lisboa Norte, em Loures, esta segunda-feira.

