O desempenho democrático de Portugal sofreu um declínio nos últimos cinco anos, de acordo com o relatório do International IDEA. O estudo revelou que o país acumulou seis retrocessos significativos em indicadores democráticos cruciais entre 2020 e 2025, destacando-se o impacto negativo nas liberdades civis e de expressão.
Portugal enfrenta um período de declínio nos seus indicadores de solidez institucional, de acordo com as conclusões do relatório “O Estado Global da Democracia 2026”, elaborado pelo instituto International IDEA. O documento sublinha que, durante a primeira metade desta década, compreendida entre os anos de 2020 e 2025, o país contabilizou seis retrocessos significativos no seu desempenho democrático.
A organização, sediada em Estocolmo, destacou as vulnerabilidades recentemente observadas em Portugal. O país figura agora num conjunto de nações europeias que reportaram recuos notórios no campo das liberdades civis. Os investigadores da instituição alertaram especificamente para o enfraquecimento da liberdade de expressão e para as fragilidades relacionadas com a integridade e credibilidade dos processos eleitorais.
Embora o sistema português continue a ser classificado como estruturalmente sólido, os autores do relatório sublinham que a perda de qualidade no Estado de Direito em Portugal reflete um fenómeno global. O estudo adverte para os perigos subjacentes à proliferação de retrocessos consecutivos, lembrando a importância da preservação das estruturas que asseguram o escrutínio público.

