A Câmara Municipal de Montalegre emitiu um parecer desfavorável ao projeto de exploração mineira na Borralha, uma decisão tomada por unanimidade em reunião extraordinária. A autarca socialista Fátima Fernandes justifica a posição com os resultados de uma análise técnica encomendada à Universidade Nova de Lisboa, que alertou para riscos ambientais e de segurança “muito preocupantes”.
O parecer negativo, que surge no fecho da consulta pública do Estudo de Impacte Ambiental (EIA), mereceu o consenso entre o executivo PS e a oposição PSD, unindo as forças políticas do concelho contra o projeto da empresa Minerália.
“Da análise do EIA há aspetos que são muito preocupantes”, explicou Fátima Fernandes à Lusa. A autarca destacou três grandes perigos: a utilização de substâncias perigosas com impacto na saúde, o risco de contaminação e falha no abastecimento de água, e a questão da segurança estrutural. “Aquele território, por fruto da exploração anterior, tem galerias muito profundas e há o risco de aluimento”, alertou.
Outro ponto crítico foi a falta de um plano abrangente para a limpeza do passivo ambiental deixado pela exploração antiga (encerrada em 1986), que a autarquia esperava que fosse uma contrapartida do novo projeto.
A consulta pública, que terminou na segunda-feira, contou com 653 participações. A decisão final sobre a Avaliação de Impacte Ambiental cabe agora à Agência Portuguesa do Ambiente (APA), sendo esperada para janeiro de 2026.
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