Ligue-se a nós

INTERNACIONAL

RÚSSIA: PARLAMENTO DEBATE NOVA LEI CONTRA ‘PROPAGANDA’ HOMOSSEXUAL

O parlamento da Rússia anunciou que vai discutir um projeto de lei que prevê restrições ainda mais rigorosas ao que o Kremlin chama de “propaganda” homossexual.

Online há

em

O parlamento da Rússia anunciou que vai discutir um projeto de lei que prevê restrições ainda mais rigorosas ao que o Kremlin chama de “propaganda” homossexual.

O portal da Duma na Internet anunciou ter recebido uma proposta de lei pedindo o alargamento da proibição, aprovada em 2013, à “promoção de relações sexuais não tradicionais” junto de menores de idade.

Apresentado por um grupo multipartidário de seis deputados, comunistas e conservadores, o projeto de lei proibiria a discussão pública de relações entre a pessoas da comunidade LGBTI+ (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transgénero, Intersexo e outros) de forma positiva ou neutra, assim qualquer conteúdo LGBTI+ nos cinemas.

Em 8 de julho, Vyacheslav Volodin, o líder do parlamento russo e aliado do presidente, Vladimir Putin, tinha defendido uma ampla proibição de divulgar informações sobre relacionamentos LGBTI+.

“Com a saída do Conselho da Europa, as exigências para legalizar os casamentos entre pessoas do mesmo sexo na Rússia tornaram-se coisa do passado. Tentativas de impor valores externos à nossa sociedade falharam”, escreveu Volodin na plataforma de mensagens Telegram.

Publicidade

A Rússia retirou-se do Conselho da Europa, um órgão de defesa dos direitos humanos, em março.

Figuras pró-Kremlin têm repetidamente apresentado a guerra na Ucrânia como uma batalha contra os “valores ocidentais”, que dizem incluir os direitos da comunidade LGBTI+.

Também na segunda-feira, Putin demitiu formalmente o representante da Rússia no Tribunal Europeu dos Direitos Humanos (TEDH).

Em 12 de julho, a instância europeia com sede em Estrasburgo (França) considerou que a Rússia violou o artigo 8.º da Convenção Europeia dos Direitos Humanos, relativo ao direito ao respeito pela vida privada e familiar, ao ter negado a possibilidade de casamento a três casais homossexuais russos.

Em junho, o presidente russo tinha proclamado a Rússia isenta de fazer cumprir as sentenças do TEDH.

Publicidade

Na Rússia, a violência contra homossexuais é frequente e é alimentada pelas alas conservadoras e religiosas.

A lei contra a “propaganda” homossexual de 2013 serviu de pretexto para proibir as marchas do orgulho gay e a exibição de bandeiras arco-íris.

Desde 2020, a Constituição russa também especifica que o casamento é uma união entre um homem e uma mulher, proibindo dessa forma o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Publicidade
DEIXE O SEU COMENTÁRIO

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

INTERNACIONAL

GUERRA: EUROPA DEVE REFORÇAR-SE MILITARMENTE PERANTE AMEAÇA RUSSA

O diretor do Centro de Investigação de Estudos de Conflitos, Keir Giles, sustentou esta segunda-feira que a Europa deve reforçar-se militarmente para se defender da ameaça russa, independentemente de qualquer cenário para a guerra na Ucrânia.

Online há

em

O diretor do Centro de Investigação de Estudos de Conflitos, Keir Giles, sustentou esta segunda-feira que a Europa deve reforçar-se militarmente para se defender da ameaça russa, independentemente de qualquer cenário para a guerra na Ucrânia.

“Já é mais do que tempo de a Europa, no seu conjunto, olhar para a sua própria defesa”, afirmou hoje Giles durante um debate organizado pelo Instituto de Relações Internacionais britânico (Chatham House) sobre possíveis cenários para a guerra.

Para o especialista em assuntos relacionados com a Rússia, é “estranho” que ainda se discuta quais os países membros que cumpriram ou não o compromisso de gastar 2% do PIB na defesa, “como se isso fosse uma espécie de medida significativa da capacidade de defesa”.

Para Giles, há muito que esta “é uma medida obsoleta de compromisso” e a falta de cumprimento deste objetivo deve ser motivo de vergonha.

“É indicativo da falta de sentido de Estado, da falta de liderança. É indicativo da recusa de uma nação em levar a sério o seu dever de salvaguardar não só os seus aliados, mas também os seus próprios cidadãos”, criticou.

Publicidade

Para Giles, “não há nenhum cenário plausível [para a guerra] que não exija absolutamente o máximo apoio possível à Ucrânia, mas também um reinvestimento maciço na defesa do próprio país e não apenas nos Estados da linha da frente, mas em toda a Europa”.

Também a antiga embaixadora da Geórgia, Natalie Sabanadze, alertou para diferentes cenários que implicam uma ameaça para a Europa e para a segurança europeia.

Uma chave do conflito poderá ser o controlo do mar Negro, através do qual a Ucrânia ainda consegue escoar algumas das suas exportações de cereais.

“Idealmente, a Rússia gostaria de cortar a Ucrânia do mar Negro, tomar Odessa, o que paralisaria a Ucrânia economicamente, e que também forneceria acesso à Transnístria”, território da Moldova onde a russa mantém forças, referiu.

Se Moscovo usar como base um porto na Abkhazia, região separatista pertencente à Geórgia, isto pode envolver este antigo estado soviético no conflito, tal como a Transnístria, e também ameaçar a Roménia.

Publicidade

“O mar Negro para a Rússia permitir-lhe-ia projetar mais poder, em especial no Mediterrâneo Oriental e nos Balcãs Ocidentais, criando oportunidades para exercer pressão sobre a Europa através, por exemplo, da migração pelo Mediterrâneo oriental e também da criação de regimes híbridos nos Balcãs ocidentais”, anteviu Sabanadze.

A diretora do Programa de Segurança Internacional do Chatham House, Patricia Lewis, sugeriu a necessidade de a Ucrânia e os países aliados se prepararem para vários tipos de compromissos que podem ser violados.

“A Rússia tem quebrado muitos acordos. Por isso, se a Ucrânia quiser optar por um cessar-fogo ou por um acordo de paz, temos de o construir sem confiança”, lamentou.

Para esta analista, o grande fator para uma negociação serão as eleições nos Estados Unidos em novembro.

“Já é suficientemente difícil com um Presidente e uma administração que apoiam a Ucrânia. Se passássemos para outro tipo de administração americana em que esse apoio não fosse um dado adquirido e em que pudéssemos assistir a um maior apoio à Rússia, o Presidente [Volodymyr] Zelensky poderia ficar numa posição muito difícil. E Putin sabe-o”, salientou.

Publicidade

O diretor do Programa sobre a Russia e Eurasia do Chatham House, James Nixey, admitiu que “a Rússia tem uma espécie de tripla vantagem neste momento em termos de munições, pessoal e capacidade industrial militar.

“É um erro dizer que a Ucrânia não pode vencer, mas na ausência de nova ajuda financeira e letal, o cenário mais sombrio é, de facto, perfeitamente plausível”, constatou.

LER MAIS

INTERNACIONAL

GUERRA: BIDEN DEFENDE QUE EUA NÃO PODEM “VIRAR AS COSTAS” À UCRÂNIA

O Presidente dos EUA, Joe Biden, defendeu hoje que o seu país não pode “virar as costas à Ucrânia”, quando um novo pacote de ajuda permanece num impasse no Congresso, face à resistência da oposição republicana.

Online há

em

O Presidente dos EUA, Joe Biden, defendeu hoje que o seu país não pode “virar as costas à Ucrânia”, quando um novo pacote de ajuda permanece num impasse no Congresso, face à resistência da oposição republicana.

“Não podemos virar as costas agora à Ucrânia”, disse Biden, lembrando que o Presidente russo, Vladimir Putin, “conta com isso mesmo”.

Durante um discurso na Casa Branca, nas vésperas do segundo aniversário do início da invasão russa, Biden pediu ao Congresso para adotar todas as medidas que permitam a continuidade da ajuda a Kiev, “para provar que é possível contar com a América”.

“A História está a olhar para nós”, insistiu Biden, dirigindo-se aos congressistas, em particular aos membros do Partido Republicano na Câmara de Representantes, que têm obstaculizado a aprovação de novos pacotes de ajuda à Ucrânia.

Principal apoiante de Kiev, os Estados Unidos forneceram dezenas de milhares de milhões de dólares em ajuda militar à Ucrânia, desde o início da invasão russa, há dois anos, mas a Ucrânia já avisou de que precisa de mais auxílio, em particular de armamento.

Publicidade

O ex-Presidente republicano Donald Trump, que deverá ser novamente candidato nas eleições presidenciais de novembro, tem-se oposto à ajuda prestada à Ucrânia e tem usado a sua influência no Congresso para reprovar o projeto de lei que autoriza ajudas adicionais a Kiev.

Por seu lado, a Casa Branca de Joe Biden — que também está em campanha pela sua reeleição – acredita que se este projeto de lei não for desbloqueado, a Rússia será a principal beneficiada.

LER MAIS

MAIS LIDAS