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DESPORTO

SL BENFICA X GIL VICENTE: ANÁLISE DE JOSÉ AUGUSTO SANTOS

Benfica respira confiança, controlou, dominou e ganhou sem sobressaltos, ultrapassou Sporting que não jogou em Famalicão e aumentou para 6 pontos a diferença para o FC Porto. O Gil Vicente tentou jogar como um grande a espaços conseguiu equilibrar e ter bola, mas cometeu dois erros em bolas paradas que o retiraram da possibilidade de discutir o resultado.

Roger Schmidt promoveu o regresso de Alexander Bah que dá muita profundidade no corredor direito à equipa do Benfica e deslocou Aursnes para o corredor esquerdo à frente de Morato, lugar onde se destacou na época transata e Florentino assumiu a posição 6. Deu-se ao luxo de retirar e João Mário do 11 titular o que é sintomático da excecional qualidade do plantel encarnado.

Os encarnados resolveram cedo o jogo, com um bom aproveitamento dos esquemas táticos. Di Maria marcou os dois pontapés de canto que resultaram em golo. No primeiro Arthur Cabral a ir bem ao encontro da bola e a direcionar o cabeceamento de forma perfeita, aproveitando a passividade da marcação à zona que o Gil Vicente utiliza e no segundo com o habitual posicionamento de João Neves ao segundo poste, que com um excelente trabalho em espaço reduzido conseguiu marcar, depois de um desvio de Otamendi. O jogo ficou decidido com o 2-0, e se dúvidas existissem foram desfeitas por Rafa, a demonstrar que se quer despedir em grande, com um bom remate marcou o 3º golo no início da 2ª parte na sequência de combinação e assistência de Aursnes.

O Gil Vicente tentou, mas não conseguiu marcar porque o Benfica está mais consistente na sua organização defensiva. Florentino no corredor central, Aursnes na posição híbrida de interior/ala e Bah na lateral direita tornam a equipa mais rápida e sólida. No seu processo defensivo a equipa gilista ao tentar pressionar com o bloco muito alto, acabou por conceder muito espaço, não foi agressiva nos duelos individuais nem nas bolas paradas. Notou-se a falta de Martim Neto e Pedro Tiba num meio-campo onde só Kanya Fujimoto esteve bem.

Di Maria voltou a estar em excelente plano, Rafa, Arthur Cabral, Aursnes a jogar mais adiantado também jogaram muito bem e João Neves tem uma capacidade técnica e física impressionante.

No Gil Vicente Andrew não teve hipótese nos golos sofridos, Fujimoto fez um bom jogo e Tidjany Touré entrou bem.

O árbitro Tiago Martins permitiu contactos e não influenciou o resultado.


José Augusto Santos, Comentador Desportivo e Treinador de Futebol Nível IV UEFA Pro.

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