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TORRES VEDRAS: PRAIAS VIGIADAS POR PARAPENTE

As praias de Torres Vedras vão ter vigilância a banhistas através de parapente durante a época balnear, que começa em 15 de junho no concelho, informou hoje à agência Lusa este município do distrito de Lisboa.

Através de uma parceria entre a câmara municipal e a Associação de Parapente Paravoar, três pilotos de parapente licenciados vão sobrevoar todos os dias o litoral do concelho, dando prioridade às praias não vigiadas.

“As atividades serão de prevenção, vigia e alerta para todas as situações anómalas aos comportamentos de pessoas, desde caminheiros, banhistas, pescadores, surfistas ou outros, nas áreas de praia e arribas no concelho”, explicou o município em resposta à agência Lusa.

As equipas de parapente vão ainda alertar para arribas em perigo de derrocada iminente ou ajudar na busca de pessoas ou animais, fazendo pedidos de socorro às diferentes autoridades.

A vigilância das praias em parapente surge com o objetivo de “reforçar os meios de proteção, vigilância e socorro das praias concessionadas e nas praias não vigiadas” no concelho, bem como promover aquele desporto e uma cultura de bem-estar e segurança.

O programa para os próximos quatro anos tem um custo de 10.350 euros, que incluem a revalidação anual da licença de voo e equipamento adequado à modalidade.

A vigilância através de parapente integra-se no projeto municipal “Praia Segura”, que tem, desde 2009, uma viatura todo-o-terreno, com dois nadadores-salvadores, a percorrer todos os dias as praias do concelho, durante a época balnear.

No âmbito do projeto, as praias não vigiadas da Vigia, Amoeiras e Azul têm instalado o sistema “SOS Talking”, através do qual qualquer cidadão, em caso de emergência, aciona um botão e de imediato são contactadas as equipas de socorro no terreno.

No verão passado, o município atribuiu o “Prémio Cidadania”, inserido no projeto “Praia Segura”, a um praticante de parapente que durante um voo de lazer avistou um cidadão caído numa arriba e alertou as autoridades. A vítima acabou por ser salva.

A equipa do projeto “Praia Segura” registou 23 ocorrências no verão passado, sendo a maior parte relativa a pedidos de primeiros socorros e apenas cinco a casos de acidente em meio aquático ou socorro a náufragos.

LUSA

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