O Tribunal da Relação do Porto absolveu o presidente do Sporting Clube de Braga, António Salvador, e a própria sociedade desportiva, de todos os crimes de que estavam acusados no âmbito do processo “Operação Éter”.
A decisão, proferida esta quarta-feira, revoga a sentença anterior, ilibando os arguidos das suspeitas de corrupção e prevaricação que envolviam contratos de patrocínio firmados com a entidade Turismo do Porto e Norte de Portugal. Os juízes desembargadores consideraram não existirem provas suficientes que sustentassem a tese da acusação sobre alegados favorecimentos ilícitos.
O processo, que remontava a 2019, investigava esquemas de viciação de normas de contratação pública, mas o acórdão agora conhecido conclui que as relações comerciais entre o emblema minhoto e o organismo público não configuraram prática criminal.
António Salvador vê-se assim livre das acusações que o acompanhavam há vários anos, num desfecho que o clube sempre defendeu ser o único possível face à legalidade dos contratos em causa. A decisão marca um ponto de viragem jurídico e garante a estabilidade institucional do SC Braga.
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