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VILA POUCA DE AGUIAR: AUTARCA EXIGE RESPOSTAS SOBRE PONTE ENTRE MONTEIROS E VERAL

O presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar classificou hoje como “inqualificável” a “falta de resposta” da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) quanto à reposição da travessia entre Monteiros e Veral, afetada pela barragem do Alto Tâmega.

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O presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar classificou hoje como “inqualificável” a “falta de resposta” da Agência Portuguesa do Ambiente (APA) quanto à reposição da travessia entre Monteiros e Veral, afetada pela barragem do Alto Tâmega.

“A Iberdrola apresentou um anteprojeto para a possível ponte, ficou do lado da APA a sua apreciação e os meses estão a passar sem qualquer apreciação. O tempo está a passar e a comunidade continua sem saber qual é a resposta à reposição da ponte Veral – Monteiros”, afirmou à agência Lusa Alberto Machado.

Entre as aldeias de Veral (Boticas) e Monteiros (Vila Pouca de Aguiar), no distrito de Vila Real, a passagem pelo rio Tâmega é feita atualmente por uma ponte pedonal de arame.

Com a construção da barragem do Alto Tâmega, uma das três que constitui o Sistema Eletroprodutor do Tâmega (SET), concessionado à espanhola Iberdrola, esta ligação vai deixar de existir, estando contemplada na Declaração de Impacte Ambiental (DIA) apenas como um “elemento patrimonial”, pelo que a concessionária teria apenas de a recolocar num outro local.

A reivindicação das populações e autarcas dos dois concelhos arrasta-se desde que se soube que a ponte pedonal iria ser retirada, sem uma alternativa para o atravessamento do rio Tâmega.

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No ano passado, segundo foi anunciado pelos municípios, a Iberdrola apresentou uma proposta com duas alternativas para garantir a travessia entre as duas povoações após o enchimento da futura albufeira: ou uma passagem rodoviária mais curta que a atual, sobre o coroamento da barragem, assim como a construção de acessos em ambas as margens, ou a construção de uma nova ponte, apenas pedonal.

“Não faz sentido nenhum porque a ficha da passagem sobre o paredão até é uma ficha proposta pela Iberdrola, nem sequer foi uma ficha proposta por um município, pela APA ou outra entidade que faça parte da comissão de acompanhamento. Quem fez essa proposta, que foi aceite por todos os outros, é verdade, mas quem fez essa proposta foi a Iberdrola e agora não pode vir fazer moeda de troca das próprias propostas que fez”, salientou Alberto Machado.

O presidente da câmara disse que argumentos como o elevado custo da infraestrutura e os poucos utilizadores têm sido usados contra a construção de uma nova ponte.

“Pois, tem poucos utilizadores e se não se fizerem pontes, se não se fizerem acessibilidades, se não se fizer saneamento, se se acabar com as caixas gerais de depósitos todas e com todas as coisas, qualquer dia não há utilizadores em Trás-os-Montes porque todos têm que sair daqui. Seja um ou dois têm que ter a mesma dignidade como se fossem 20 ou 30”, salientou.

O autarca disse que “não há justificação nenhuma que fundamente a falta de decisão”, que está previsto o enchimento da albufeira do Alto Tâmega no último trimestre de 2023 e que as “soluções serão muito mais onerosas se se fizer a obra em fase de enchimento da barragem”.

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Alberto Machado lembrou que esta barragem, a única do SET que ainda não está concluída, “está com dois anos de atraso” e considerou que “não se pode justificar decisões com os atrasos das próprias obras”.

“É incompreensível tanta demora, como é incompreensível que se possa salientar o número de utilizadores para uma infraestrutura preexistente e que foi construída por eles, quando no EIA, diz lá claramente que todas as infraestruturas existentes serão repostas. Não podemos dizer, depois mais tarde, que há infraestruturas de primeira e de segunda”, afirmou.

A agência Lusa tentou obter um esclarecimento por parte da APA, o que não foi possível até ao momento.

O SET é um dos maiores projetos hidroelétricos realizados na Europa nos últimos 25 anos, contemplando a construção de três barragens e três centrais (Daivões, Gouvães e Alto Tâmega) e 1.500 milhões de euros de investimento.

Na semana passada, numa cerimónia em que participou o primeiro-ministro, António Costa, foram inauguradas as centrais de Daivões e Gouvães.

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VILA REAL: IDOSA MORRE EM INCÊNDIO NUMA HABITAÇÃO EM VILARINHO

Uma idosa morreu hoje na sequência de um incêndio que deflagrou numa habitação em Vilarinho, no concelho de Vila Real, disse o comandante dos bombeiros da Cruz Branca.

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Uma idosa morreu hoje na sequência de um incêndio que deflagrou numa habitação em Vilarinho, no concelho de Vila Real, disse o comandante dos bombeiros da Cruz Branca.

Orlando Matos afirmou à agência Lusa que a irmã da vítima ficou em estado de choque, foi considerada ferida ligeira e transportada para observação ao Hospital de Vila Real.

O comandante referiu que a vítima mortal tem uma idade compreendida entre os 70 e os 80 anos e que o óbito foi declarado no local pela equipa da Viatura Médica de Emergência e Reanimação (VMER), do INEM.

O alerta para o incêndio foi dado pela irmã da idosa pelas 01:30 e, segundo Orlando Matos, quando os meios chegaram ao local a habitação estava tomada pelas chamas.

O fogo, acrescentou, terá tido início no quarto da vítima, onde esta foi encontrada pelos bombeiros, e as causas que estiveram na sua origem vão ser investigadas pela Polícia Judiciária (PJ), que esteve no local durante a madrugada.

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Para o combate ao incêndio foram mobilizados 16 bombeiros da Cruz Branca, com cinco viaturas, e ainda militares da GNR.

A aldeia de Vilarinho pertence à União de Freguesias de Pena, Quintã e Vila Cova, no concelho de Vila Real.

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MIRANDELA: ACIDENTE DE TRABALHO MATA HOMEM “SOTERRADO” EM BETÃO

Um homem de 49 anos morreu soterrado esta tarde num acidente de trabalho numa empresa de pré-fabricados de betão, em Vila Nova das Patas, concelho de Mirandela, disse à Lusa fonte dos bombeiros locais.

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Um homem de 49 anos morreu soterrado esta tarde num acidente de trabalho numa empresa de pré-fabricados de betão, em Vila Nova das Patas, concelho de Mirandela, disse à Lusa fonte dos bombeiros locais.

“Foi um acidente de trabalho às 15:12. Era um trabalhador da fábrica Pavimir. Supostamente terá caído numa máquina de receção de betão, tendo ficado submerso. Aliás, o alerta foi para um soterrado, o trabalhador ficou submerso com o betão”, indicou o comandante dos Bombeiros Voluntários de Mirandela, Luís Soares.

O comandante adiantou ainda que foram os colegas a encontrar o homem, que estranharam a ausência prolongada da vítima. À chegada do socorro, o trabalhador foi retirado da máquina pelos bombeiros, já em paragem cardiorrespiratória.

O óbito foi declarado ainda na empresa pela equipa médica do helicóptero do INEM de Macedo de Cavaleiros, chamada também para a ocorrência.

Luís Soares explicou ainda que se trata de uma estrutura recetora de betão, com alguma dimensão.

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Foi ativado apoio psicológico para colegas e familiares.

A Guarda Nacional Republicana esteve local, tendo comunicado os factos ao tribunal e à Autoridade para as Condições de Trabalho.

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