O executivo municipal de Vila Real viabilizou esta quarta-feira o orçamento para 2026, no valor de 128 milhões de euros, o mais elevado de sempre do concelho. A proposta, aprovada pela maioria socialista e com os votos contra de toda a oposição, representa um aumento de 23% face ao ano anterior, impulsionado pelo reforço dos fundos comunitários.
Alexandre Favaios, presidente da autarquia, classifica o documento como “ambicioso” e focado nas “novas gerações”. Entre as principais medidas destaca-se a isenção de IMI durante cinco anos para jovens até aos 35 anos na compra da primeira habitação (até 250 mil euros) e a redução da participação do município no IRS para 4,5%.
A fatia de investimento ascende aos 74,7 milhões de euros. O plano inclui a conclusão da aquisição de 180 habitações para famílias, a construção das novas piscinas municipais, o lançamento da Ecovia (ligando Vila Real, Santa Marta e Régua) e a criação do Museu de Louça Preta de Bisalhães. Está ainda prevista a instalação de videovigilância e obras na escola Camilo Castelo Branco.
A oposição justificou o voto contra com duras críticas. O PSD, através dos vereadores Alina Sousa Vaz e Luís Nicolau, considerou o pacote fiscal “anémico e insuficiente”, defendendo uma descida de impostos mais estrutural. Já Alberto Moura, do Chega, alegou falta de garantias de execução e ausência de diálogo por parte da maioria.
O orçamento segue agora para votação final na Assembleia Municipal, agendada para o dia 30 de dezembro, onde o PS detém a maioria.
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