A Câmara Municipal de Vila Real anunciou um forte investimento em videovigilância, com a aquisição de 125 câmaras para monitorizar as áreas florestais do concelho, numa iniciativa inédita em parceria com a Polícia Judiciária (PJ). O objetivo é “reduzir o número de ignições e responsabilizar quem põe em risco o nosso património natural”, afirmou o presidente Alexandre Favaios.
Este projeto florestal, no valor de 32 mil euros, visa detetar autores de comportamentos dolosos e negligentes. As 125 câmaras, equipadas com tecnologia de armazenamento em ‘cloud’, serão instaladas em 25 zonas prioritárias (cinco por zona). A sua operação e localização exata serão confidenciais e ficarão a cargo da PJ. A medida surge após um verão devastador, em que um só incêndio consumiu cerca de 6.000 hectares no concelho, 1.500 dos quais no Parque Natural do Alvão.
Paralelamente a este sistema de vigilância rural, a autarquia já tinha aprovado um segundo projeto, focado na segurança urbana, em parceria com a PSP. Este plano prevê a instalação de 38 câmaras em pontos estratégicos da cidade, num investimento municipal de cerca de 730 mil euros.
Este sistema urbano, focado em prevenir o vandalismo e reforçar a segurança pública, tem trâmites legais diferentes. Antes de entrar em funcionamento, necessita de autorização do Ministério da Administração Interna (MAI) e de um parecer obrigatório da Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPD).
Versão Rádio:

