ECONOMIA & FINANÇAS

VÍTOR BENTO AVISA: “SE ESTICAREM A CORDA” HÁ RISCO DE OUTRO RESGATE

O economista Vítor Bento defendeu hoje, em entrevista conjunta à Antena 1 e ao Jornal de Negócios, que as taxas de juro estão “anormalmente baixas”, mas se o país ‘esticar a corda’, poderá acabar “noutro resgate”.

“Neste momento, temos uma sorte muito grande que é o facto de vivermos num enquadramento com taxas de juro extraordinariamente baixas, anormalmente baixas, e isso permite, não obstante, ter um nível de dívida muito elevado”, disse o antigo conselheiro de Estado do Governo de Cavaco Silva.

Vítor Bento considerou que Portugal tem uma fatura de juros, “apesar de tudo, controlável”. Contudo, deixou um recado: “se esticarmos demasiado a corda, vamos acabar noutro resgate mais cedo ou mais tarde”.

De acordo com o também presidente do Conselho de Administração da SIBS, numa altura em que decorrem várias greves, “responder a todas as reivindicações” poderia ter esse efeito.

Por se ter “cedido em várias frentes, está-se a pagar um custo noutros lados. A deterioração da qualidade dos serviços públicos em geral é um preço que nós todos estamos a pagar por terem sido feitas opções de natureza diferente na afetação dos recursos escassos do orçamento”, acrescentou.

Vítor Bento considerou também que o crescimento económico “vai desacelerar” na próxima década pela “exaustão de recursos”, atingindo uma subida média de 1,5%.

O economista vincou ainda que a “retórica anticapitalista também não ajuda ao crescimento”, sublinhando que a “hostilidade aos lucros elevados favorece a existência” de baixos salários.

LUSA | ANTENA 1

VEJA AINDA:

CRISE: RESTAURAÇÃO QUER PROLONGAMENTO DAS MORATÓRIAS E DOS PLANOS DE AMORTIZAÇÃO

Lusa

ESPANHA RECEBEU EM JANEIRO MENOS 78% DE TURISTAS VINDOS DE PORTUGAL DO QUE UM ANO ANTES

Lusa

TELECOMUNICAÇÕES: SERVIÇOS CONTINUAM MAIS CAROS EM RELAÇÃO À UNIÃO EROPEIA

Lusa

ALTO MINHO: FECHO DE FRONTEIRAS CAUSOU PREJUÍZOS SUPERIORES A 92 MILHÕES

Lusa

CRÉDITO ÀS FAMÍLIAS VOLTA A SUBIR EM JANEIRO, PARA MÁXIMO DESDE JUNHO DE 2015

Lusa

CONFIANÇA DOS CONSUMIDORES E CLIMA ECONÓMICO RECUAM EM FEVEREIRO

Lusa