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VITÓRIA DE SETÚBAL: CHAVES IRÁ ATÉ AO FIM DEPOIS DE NOVAS ‘DESCOBERTAS’

O Desportivo de Chaves vê “incongruências” na inscrição do Vitória de Setúbal na temporada 2019/2020 na I Liga portuguesa de futebol e espera que seja “feita justiça”, disse à agência Lusa o advogado do clube da II Liga.

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O Desportivo de Chaves vê “incongruências” na inscrição do Vitória de Setúbal na temporada 2019/2020 na I Liga portuguesa de futebol e espera que seja “feita justiça”, disse à agência Lusa o advogado do clube da II Liga.

“Naturalmente que o Desportivo de Chaves, perante uma situação destas, tão pouco clara relativamente à aprovação [da inscrição] do Vitória de Setúbal tem a expetativa de que seja feita justiça quanto à sua posição”, destacou Mário Paiva, advogado do conjunto flaviense.

A aprovação por parte Liga Portuguesa de Futebol Profissional (LPFP) do processo de inscrição dos clubes do principal escalão para a época 2019/2020, em listagem divulgada em 21 de junho, levou o Desportivo de Chaves, despromovido à II Liga, a apresentar um recurso ao Conselho de Justiça (CJ) da Federação Portuguesa de Futebol (FPF), por alegadas falhas nos pressupostos financeiros apresentados pelo conjunto setubalense, e que foi recusado, em decisão conhecida em 19 de julho.

O emblema de Trás-os-Montes anunciou no mesmo dia a decisão de recorrer para o Tribunal Arbitral do Desporto (TAD), e esse recurso permitiu “ficar a conhecer a documentação” que tinha sido entregue pelo Vitória de Setúbal ao CJ.

“Com o recurso ficámos finalmente a conhecer a documentação que foi entregue [pelo Vitória de Setúbal] ao CJ e verificámos algumas incongruências, que vamos ter agora de aferir”, vincou.

Para a defesa do Desportivo de Chaves, em causa estão duas certidões de não dívida à Autoridade Tributária e Aduaneira (AT) entregues pelo clube sadino, a primeira de dia 18 de junho “sem qualquer tipo de código de validação” e uma outra certidão, de dia 21, “já com o código de validação”, mas entregue “fora do prazo” à LPFP.

Mário Paiva explica também que no processo está presente uma certidão de não dívida à Segurança Social em nome do Vitória de Setúbal enquanto clube, em vez de uma certidão em nome da Sociedade Anónima Desportiva (SAD) sadina, que devia ter sido entregue.

O advogado do conjunto de Chaves adianta ainda que está “a ser averiguado” o facto de a LPFP ter conhecimento de dívidas do Vitória de Setúbal, por esta ter feito “reclamação de créditos” no Processo Especial de Revitalização da SAD do Vitória de Setúbal.

Por fim, os flavienses garantem estar atentos ao alegado processo do CJ da FPF sobre o clube do Sado, através de documentos que receberam de “forma anónima”, onde estão em causa irregularidades no contrato com o jogador Kgaogelo Sekgota, conhecido como Kigi, entregues na LPFP e onde “causa estranheza o facto de o contrato ter sido assinado em janeiro [de 2019] e o reconhecimento do mesmo fazer referência a um contrato alegadamente assinado em outubro [de 2018].

“Em relação às certidões da AT e Segurança Social, o caso está em discussão no TAD, enquanto sobre as dívidas do Setúbal à Liga estamos à espera da resposta do TAD para esta documentação ser incluída no processo”, adiantou Mário Paiva.

Já sobre o ‘caso’ da inscrição do jogador Kigi, o advogado explicou que os transmontanos não fazem parte do processo e que foi negada, por este ainda ser secreto, a tentativa do clube ser “uma espécie de assistente”.

Por estar “condicionado à via desportiva”, o Desportivo de Chaves espera encontrar uma solução desta forma, mas Mário Paiva assegura que caso o clube não esteja de acordo com a solução desportiva poderá “recorrer à via normal, a judicial, como qualquer cidadão ou entidade”.

“A partir do momento que o Chaves tenha a certeza inequívoca que a razão jurídica e factual lhe assiste, naturalmente que vai recorrer a todos os mecanismos legais que estão ao seu alcance”, atirou.

O advogado do Desportivo de Chaves espera ainda que o TAD tenha “meios suficientes para fazer a investigação necessária”.

Apesar de a época já estar a decorrer, com os flavienses na II Liga, Mário Paiva garante que o clube irá tentar subir pela via desportiva, desejando que exista “uma separação do que é jurídico e do que é desportivo”.

“Mas isso não pode ser confundido com uma falta de vontade para descobrir a verdade. A equipa está praticamente feita e vai disputar o campeonato para subir de divisão. A parte jurídica será contundente quando tiver que ser”, garantiu.

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EURO 2024: ESPANHA VENCE INGLATERRA (2-1) E CONQUISTA O “TETRA”

A Espanha tornou-se hoje a primeira seleção a chegar aos quatro títulos de campeã da Europa de futebol, ao bater a Inglaterra, que continua em ‘branco’, por 2-1, na final da 17.ª edição, no Estádio Olímpico de Berlim.

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A Espanha tornou-se hoje a primeira seleção a chegar aos quatro títulos de campeã da Europa de futebol, ao bater a Inglaterra, que continua em ‘branco’, por 2-1, na final da 17.ª edição, no Estádio Olímpico de Berlim.

Nico Williams, aos 47 minutos, e Mikel Oyarzabal aos 86, marcaram os golos da ‘Roja’, que repetiu os cetros de 1964, 2008 e 2012, enquanto Cole Palmer apontou, aos 73, o tento dos ingleses.

A formação espanhola, que também conta no seu palmarés o Mundial de 2010, isolou-se na liderança do ranking, deixando para trás a tricampeã Alemanha (1972, 1980 e 1996), enquanto a Inglaterra perdeu a segunda final consecutiva, três anos depois.

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EURO 2024: ESPANHA E INGLATERRA NA GRANDE FINAL DE DOMINGO

A Espanha vai tentar provar, uma última vez, que é a melhor equipa do Euro20024 de futebol, frente a um conjunto de craques apostados em evitar que a Inglaterra perca uma segunda final consecutiva, no domingo, em Berlim.

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A Espanha vai tentar provar, uma última vez, que é a melhor equipa do Euro20024 de futebol, frente a um conjunto de craques apostados em evitar que a Inglaterra perca uma segunda final consecutiva, no domingo, em Berlim.

Vencedora já de um recorde de seis jogos, a “Roja” chega à capital alemã como a equipa que transporta o futebol bonito, a estética, e tem provado, jogo a jogo, que é possível ganhar pela positiva, sendo considerada favorita a inédito quarto título, apesar de do outro lado estarem Bellingham, Kane, Foden ou Saka.

Precisamente na casa da outra tricampeã continental, a Espanha pode fazer história e tornar-se a primeira a chegar ao “tetra”, repetindo 1964, 2008 e 2012, sendo Jesús Navas, agora como então suplente, o único sobrevivente de há 12 anos.

Se triunfar, ganhará a equipa que, desde o dia 1, encantou, pela qualidade do seu futebol, manifestada em todos os jogos, mesmo quando Luis de la Fuente mudou toda a equipa no fecho da fase de grupos (1-0 à Albânia, após 3-0 à Croácia e 1-0 à Itália).

A Espanha não teve, porém, vida fácil, sobretudo a eliminar, sendo que esteve a perder com a Geórgia (4-1), nos “oitavos”, só se desembaraçou da Alemanha (2-1) aos 119 minutos, nos “quartos”, e, nas “meias”, voltou a estar em desvantagem, com a França (2-1).

Mas, nos seis jogos, os espanhóis nunca perderam a compostura, nunca duvidaram, nunca abdicaram de uma certa maneira de jogar que apaixonou, culpa também dos “miúdos” Lamine Yamal, que cumpre no sábado 17 anos, e Nico Williams, de 21.

Depois, há também Rodri, Fabián Ruiz, Dani Olmo, que, na peugada de Busquets, Xavi e Iniesta, não deixam a Espanha jogar mal, numa equipa que, na máxima força, também poderia ter na final Rodri e Gavi, ambos lesionados, o primeiro nos ‘quartos’.

Atrás, o guarda-redes Unai Simón, mesmo não escapando a alguns lapsos, também dá garantias, enquanto Carvajal, Le Normand, Nacho, Laporte e Cucurella conferem experiência.

O capitão é Álvaro Morata, um ponta de lança que é sempre um perigo e ainda há Merino, o do grande golo à Alemanha, Oyarzabal, Grimaldo ou Ferran Torres, todos sempre prontos a conferir qualidade ao jogo espanhol.

Ainda falta, porém, uma última batalha, frente a uma Inglaterra que terá sido uma das equipas mais criticadas durante a competição, face a um futebol que adormeceu mais do que encantou em muitos momentos.

Ingleses de duas faces

Os ingleses começaram com um triunfo (1-0 à Sérvia) e prosseguiram com duas igualdades (1-1 com a Dinamarca e 0-0 com a Eslovénia), que fizeram “disparar os alarmes”.

A formação dos “três leões” entrou para o “mata mata” repleta de pontos de interrogação e confirmou-os nos “oitavos”, em que, perante a Eslováquia, esteve em desvantagem desde os 25 minutos e até quase ao final dos descontos.

Quando o adeus parecia certo, uma “bicicleta” de Jude Bellingham, aos 90+5 minutos, num dos momentos mais belos do Euro2024, a par do golo de Yamal à França, salvou o conjunto de Gareth Southgate, depois apurado com um tento de Harry Kane (91).

Também num jogo em que esteve a perder, a Inglaterra precisou dos penáltis para afastar a Suíça (5-3, após 1-1), na redenção de Saka, nos “quartos”, e, nas “meias”, bateu os Países Baixos (2-1) com nova reviravolta, concretizada nos descontos, pelo suplente Ollie Watkins.

Foi complicado, sofrido, o futebol chegou a ser “sonolento”, mas a Inglaterra está de novo a um triunfo do segundo grande título, para juntar ao Mundial de 1966, arrebatado em casa.

Três anos depois, Pickford, Walker, Stones, Trippier, Shaw, Rice, Saka, e Kane podem repetir a presença na final, sendo que, para o capitão Kane, é mais uma oportunidade para, aos 30 anos, conquistar, finalmente, o primeiro título coletivo da carreira.

Espanha e Inglaterra disputam no domingo, pelas 20h00 em Lisboa, a final Euro2024, em Berlim, com arbitragem do francês François Letexier, de 35 anos, o mais jovem árbitro a ajuizar o jogo decisivo da prova.

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