A Autoridade Tributária realizou, na quinta e sexta-feira da semana passada, uma acção de fiscalização na Feira do Livro de Lisboa. A intervenção, que percorreu diversas instalações do evento, apanhou de surpresa os editores que, segundo o Jornal Correio da Manhã, disseram não se recordar “de alguma vez as Finanças terem estado na Feira” e mostraram incómodo com esta acção “a um sector que está muito fragilizado”. “Dentro da cultura, o mercado dos livros é, certamente, o que mais tem sofrido com a crise em Portugal e a situação está a ser particularmente dramática para as empresas de menor dimensão”, disse um dos editores presentes no evento, que preferiu manter o anonimato.
Ainda segundo a edição do Jornal CM, o Ministério das Finanças terá controlado 30 pontos de venda, para “avaliar o cumprimento das obrigações de facturação” e que em 60% dos casos foram detectadas irregularidades, “tendo sido instaurados os competentes autos de notícia”. O Fisco não descarta ainda a possibilidade de efectuar mais acções de fiscalização preventiva na Feira do Livro de Lisboa.
A edição deste ano do evento organizado pela Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) conta com um número recorde de editores participantes (123, mais 10 do que no ano passado) e pavilhões (277). A expectativa da organização é a de que mais de 500 mil pessoas passem pelo Parque Eduardo VII até 13 de Junho, dia em que a Feira do Livro encerra. Em 2015 o evento contou com 468 mil pessoas.

