RÁDIO REGIONAL
NACIONAL

INFARMED: DISPONÍVEIS OS NOVOS TRATAMENTOS PARA HIV E DOENÇA DE CROHN

A Autoridade Nacional do Medicamento (Infarmed) anunciou hoje que estão disponíveis novos medicamentos de utilização em meio hospitalar para o tratamento da infeção por VIH e para a doença de Crohn.

“O medicamento Dovato (Lamivudina + Dolutegravir) obteve autorização para ser utilizado em meio hospitalar na indicação tratamento da infeção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana tipo 1 (VIH1) em adultos e adolescentes com mais de 12 anos de idade e que pesem pelo menos 40 kg, sem resistência conhecida ou suspeita à classe de inibidores da integrase, ou à lamivudina”, adianta o Infarmed num comunicado publicada no seu ‘site’.

Na avaliação económica, foi realizada uma análise de minimização de custos para a demonstração da vantagem económica face ao respetivo comparador selecionado, traduzida numa redução do custo de tratamento em conformidade com a legislação, lê-se no “Relatório público de avaliação”.

O Infarmed também fez uma análise de minimização de custos entre o medicamento em avaliação e as alternativas terapêuticas consideradas na avaliação Farmacoterapêutica e concluiu que “o custo da terapêutica com o medicamento Dovato é inferior ao custo da terapêutica alternativa”.

O número de novos casos de infeção por VIH diminuiu 46% e o de novos casos de sida 67%, entre 2008 e 2017, segundo o relatório “Infeção VIH e SIDA — situação em Portugal em 2019”, que indicava que se encontravam registados cumulativamente 59.913 casos de infeção.

Também obteve autorização do Infarmed para ser utilizado em meio hospitalar o medicamento Stelara (ustecinumab), para “tratamento de doentes adultos com doença de Crohn ativa moderada a grave que apresentaram uma resposta inadequada, deixaram de responder ou demonstraram ser intolerantes à terapêutica convencional ou a um antagonista do TNFα ou têm contraindicações médicas para essas terapêuticas”.

Em Portugal os medicamentos biológicos anti-TNF (Anticorpos anti-Factor Necrose Tumoral) financiados no Serviço Nacional de Saúde para o tratamento desta doença são os fármacos infliximab e adalimumab,

Estes medicamentos biológicos são comparticipados a 100% pelo SNS e são apenas de prescrição hospitalar e cedidos pelas farmácias dos hospitais.

Segundo o “Relatório público de avaliação”, “estes medicamentos, em utilização há vários anos, têm demonstrado em estudos prospetivos, redução das hospitalizações e cirurgias”, refere o “Relatório público de avaliação”. O custo da terapêutica com Stelara (ustecinumab) é também inferior ao custo da terapêutica com adalimumab.

Os sintomas e sinais clínicos da doença de Crohn são frequentemente inespecíficos, e incluem diarreia, dor abdominal, febre, perda de apetite, anorexia, perda de peso e emagrecimento.

Nas últimas décadas, a incidência desta doença tem aumentado a nível global. Em Portugal, esta tendência é também verificada, com um aumento progressivo no número de doentes. Dados nacionais de 2007 atribuem à doença de Crohn uma prevalência de 73 por 100.000 habitantes

Subscreva Gratuitamente a Rádio Regional no Google News.

VEJA AINDA:

UNIVERSIDADE DE COIMBRA IDENTIFICA PROTEÍNA CONTRA CANCRO

Rádio Regional

ESTADO COMPARTICIPA FÁRMACOS CONTRA A OBESIDADE EM 15%

Rádio Regional

DOCENTES DE MEDICINA DEMITEM-SE COM CRÍTICAS À UTAD EM VILA REAL

Rádio Regional

INEM: COMISSÃO DE TRABALHADORES APONTA ILEGALIDADE EM DELIBERAÇÃO

Rádio Regional

ORDEM DOS MÉDICOS EXIGE REFORÇO DA REGULAÇÃO NA SAÚDE

Rádio Regional

DGS ALERTA PARA POEIRAS DO NORTE DE ÁFRICA EM PORTUGAL

Rádio Regional

Deixe um comentário

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.