Uma maioria de 51,5% dos portugueses considera que o Governo deve aprovar legislação que dificulte as ordens de despejo, segundo uma sondagem da Intercampus para o Negócios, NOW, CM e CMTV hoje conhecida, num momento em que decorrem protestos e vigílias pelo direito à habitação em Lisboa e no Porto após iniciativas legislativas.
De acordo com o barómetro de outubro realizado pela Intercampus para o Negócios, NOW, CM e CMTV, 51,5% dos inquiridos sustentam que o Governo deve aprovar novas leis destinadas a dificultar os despejos. Em contrapartida, 32,4% dos participantes manifestam apoio a normas que facilitem os respetivos procedimentos, enquanto 16,1% optam por não manifestar opinião.
O estudo de opinião pública surge na sequência da aprovação parlamentar na generalidade, no início de outubro, de um pedido de autorização legislativa viabilizado através de um entendimento entre o PSD e o Chega. O diploma em causa prevê a concessão de maior autonomia aos proprietários, a agilização dos processos de despejo e a alteração das regras de renovação relativas aos contratos de arrendamento antigos.
A contestação social ao diploma governamental tem-se intensificado através de iniciativas públicas, designadas «acampadas», com ocupação de tendas no Porto e em Lisboa. Os manifestantes contestam as medidas do Executivo liderado por Luís Montenegro, alegando que fomentam a instabilidade e o custo da habitação. O movimento inspirou-se no caso de Maricarmen Abascal, cidadã de 87 anos despejada em Madrid após o seu imóvel ter sido adquirido por um fundo de investimento, e que faleceu a 7 de outubro.
Ficha Técnica:
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Objetivo: Sondagem realizada pela Intercampus para o CM e a CMTV, com o objetivo de conhecer a opinião dos portugueses sobre diversos temas da política nacional, incluindo a intenção de voto em eleições legislativas.
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Universo: População portuguesa, com 18 e mais anos de idade, eleitoralmente recenseada, residente em Portugal Continental.
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Amostra: A amostra é constituída por 615 entrevistas, com distribuição proporcional por género, idade e região.
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Seleção da amostra: A seleção do lar fez-se através da geração aleatória de números de telefone fixo/móvel. No lar a seleção do respondente foi realizada através do método de quotas de género e idade (3 grupos). Foi elaborada uma matriz de quotas por Região (NUTS II), Género e Idade, com base nos dados do Recenseamento Eleitoral da População Portuguesa (31/12/2023) da Direção-Geral da Administração Interna (DGAI).
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Recolha da informação: A informação foi recolhida através de entrevista telefónica, em total privacidade. Os trabalhos de campo decorreram de 6 a 12 de outubro de 2026.
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Margem de Erro: O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de 4,0%.
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Taxa de Resposta: A taxa de resposta obtida neste estudo foi de 53,8%.

