Carla Amaral e Raquel Chaves renunciaram aos respetivos cargos na direção do curso de Medicina da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Vila Real. As docentes denunciaram a existência de bloqueios administrativos e manifestaram fortes divergências com a gestão institucional da academia transmontana.
A direção do curso de Medicina da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), sediada em Vila Real, foi alvo de demissões formais. Carla Amaral, até então vice-diretora da licenciatura e mestrado integrado, e Raquel Chaves, vogal da respetiva direção, comunicaram a sua renúncia irrevogável às funções através de uma exposição remetida ao Conselho Pedagógico da instituição académica.
Na missiva endereçada ao órgão pedagógico, as duas docentes detalharam fortes divergências face ao modelo de gestão adotado pela reitoria e pelos serviços centrais da universidade. Em causa estão, segundo as queixas apresentadas, sucessivos bloqueios administrativos que terão inviabilizado a concretização de tarefas indispensáveis ao regular funcionamento do ciclo de estudos médicos.
As docentes sublinharam ainda que estes entraves operacionais e burocráticos estavam a colocar sob grave risco o estrito cumprimento dos requisitos exigidos pela Agência de Avaliação e Acreditação do Ensino Superior (A3ES). A criação e consolidação do curso de Medicina na UTAD tem constituído uma das maiores bandeiras de afirmação científica e formativa da região de Trás-os-Montes. A comunidade académica aguarda agora uma resposta oficial por parte da equipa reitoral quanto à recomposição da liderança do curso.

