Programa Nacional para a Coesão Territorial deverá ser aprovado esta quinta-feira em Conselho de Ministros. Entre os serviços com reabertura prevista estão escolas e tribunais.
O Governo quer reabrir serviços que fecharam durante os anos da “troika” no interior do território e, assim, reanimar a região. A discussão deverá marcar a reunião do Conselho de Ministros desta quinta-feira.
Em cima da mesa está o Programa Nacional para a Coesão Territorial, elaborado a partir do diagnóstico feito pela Unidade de Missão de valorização do Interior (UMVI). O objectivo é combater as assimetrias do país e “afirmar pela positiva o interior do país, impondo políticas públicas orientadas para esse fim”, segundo a coordenadora da UMVI, Helena Freitas, citada pelo jornal “Público”. Helena Freitas destaca uma proposta em concreto: as contratações nos Ministérios da Agricultura e do Ambiente devem passar a acontecer, preferencialmente, fora de Lisboa e Porto, valorizando os serviços de proximidade.
“É preciso valorizar os serviços que estão localizados nos territórios. Hoje, a Agricultura tem não apenas a actividade agrícola, mas também a conservação da natureza e a protecção da floresta, portanto, há um conjunto de serviços associados a esta área, no domínio do Ministério da Agricultura, que exigem serviços próximos”, explica.
No total, são mais de 160 medidas sugeridas para mudar a imagem do interior. O programa prevê uma campanha para mudar a imagem do interior, a valorização dos recursos endógenos, a aposta numa nova relação transfronteiriça e a reabertura do Portugal que fechou nos últimos cinco anos.
Ao longo de seis meses, a UMVI ouviu e recolheu contributos de várias entidades.
De acordo com o estudo da missão, as áreas metropolitanas de Lisboa e Porto ocupam apenas 5% da área total, mas acolhem 62% das pessoas em idade activa e quase 50% do tecido empresarial.

