Mais de metade (1519) dos furos foram feitos na zona de jurisdição da Administração da Região Hidrográfica (ARH) Norte, seguindo-se a ARH Tejo (862) e a ARH Centro (663).
Os portugueses realizaram 3467 novas captações de água subterrânea (furos) entre o dia 1 de Junho e 30 de Setembro deste ano. No mesmo período foram regularizados 1769 furos existentes, de acordo com um relatório do Grupo de Trabalho de assessoria à Comissão Permanente de Prevenção, Monitorização e Acompanhamento dos Efeitos da Seca.
Face ao cenário de seca severa e extrema que atinge práticamente todo o território português e à diminuição dos volumes de água armazenados, seja em albufeiras ou em furos, o grupo de trabalho pede contenção e mais fiscalização. O documento de 31 de outubro recomenda, de acordo com o Público, que haja uma limitação ao licenciamento de novas captações de água.
Há já em Portugal 60 mil captações, superficiais e subterrâneas, licenciadas e, por isso, “após uma análise cuidada da sua sustentabilidade, o relatório aconselha que novos licenciamentos só ocorram em casos “estritamente necessários”. Isto para “não colocar em causa as [captações] já existentes”.
De acordo com a Agência Portuguesa do Ambiente, que forneceu os números para o referido documento, registou-se uma média de 870 novos furos subterrâneos por mês, entre Junho e Setembro. Mais de metade (1519) dos furos foram feitos na zona de jurisdição da Administração da Região Hidrográfica Norte, seguindo-se a ARH Tejo (862) e a ARH Centro (663).

Jornal Económico

