RÁDIO REGIONAL
NACIONAL

SUPREMO TRIBUNAL DE JUSTIÇA NOMEIA NOVO COLETIVO DE JUÍZES

O Supremo Tribunal de Justiça (STJ) nomeou um novo coletivo de juízes para o julgamento do processo Operação Lex e alertou para o elevado número de juízes próximos da jubilação, o que provoca “graves constrangimentos”.

Em comunicado enviado hoje às redações, o STJ esclareceu que o processo que conta com 16 arguidos, incluindo os ex-desembargadores Vaz das Neves e Rui Rangel e o ex-presidente do Benfica Luís Filipe Vieira, foi redistribuído em março, mas o presidente do coletivo, o juiz conselheiro relator Jorge dos Reis Bravo, pediu a reforma.

Com a jubilação, o STJ realizou esta terça-feira um sorteio eletrónico e foi escolhido um novo coletivo composto pelo conselheiro relator José Piedade e pelos juízes conselheiros adjuntos Ernesto Nascimento e Jorge Gonçalves – dois destes juízes já integravam o anterior coletivo.

Com este novo sorteio, que é o terceiro no âmbito deste processo, o Supremo Tribunal de Justiça aproveitou para alertar, mais uma vez, para a questão da idade neste tribunal, uma vez que a maioria dos juízes conselheiros toma posse no STJ com idade próxima da reforma.

A acrescentar à idade surge “o consequente curto tempo de permanência neste Tribunal”, que “colocam graves constrangimentos ao funcionamento do STJ”, lê-se no comunicado.

O presidente deste tribunal já entregou um projeto ao Governo para que os juízes da Relação – mais novos – possam fazer parte dos quadros do STJ, “de modo a garantir estabilidade à sua composição”. No entanto, uma alteração desta natureza exige a aprovação da Assembleia da República e “não chegou sequer a discutir a respetiva proposta de lei antes da sua mais recente dissolução”, acrescenta o comunicado.

Ainda no âmbito do processo Operação Lex, a acusação feita pelo Ministério Público inclui crimes de corrupção, abuso de poder, recebimento indevido de vantagem, fraude fiscal, branqueamento de capitais, falsificação de documento e usurpação de funções.

A investigação da Operação Lex, que foi efetuada pela procuradora-geral adjunta junto do STJ Maria José Morgado (entretanto jubilada), centrou-se na atividade desenvolvida por Rui Rangel, Fátima Galante e Luis Vaz das Neves, que, segundo a acusação, utilizaram as suas funções na Relação de Lisboa para obterem vantagens indevidas para si ou para terceiros.

O processo Operação Lex foi conhecido em 30 de janeiro de 2018, quando foram detidas cinco pessoas e realizadas mais de 30 buscas e teve origem numa certidão extraída do caso Operação Rota do Atlântico, que envolveu o empresário de futebol José Veiga, suspeito de crimes de corrupção no comércio internacional, branqueamento de capitais, fraude fiscal e tráfico de influências.

Subscreva Gratuitamente a Rádio Regional no Google News.

VEJA AINDA:

HABITAÇÃO: MAIORIA DOS PORTUGUESES CONTRA OS DESPEJOS

Rádio Regional

HABITAÇÃO: PAGAR CASA JÁ SUPERA RENDIMENTOS EM LISBOA E NO PORTO

Rádio Regional

BULLYING: GNR REGISTA 78 CASOS NAS ESCOLAS EM 2026

Rádio Regional

BULLYING: APAV APOIOU 100 VÍTIMAS EM 2025 – MAIORIA SÃO MULHERES

Rádio Regional

ORDEM DOS MÉDICOS EXIGE REFORÇO DA REGULAÇÃO NA SAÚDE

Rádio Regional

POLÍTICOS COM MAIS DE MIL IMÓVEIS VOTAM LEIS DO ARRENDAMENTO

Rádio Regional

Deixe um comentário

This site uses Akismet to reduce spam. Learn how your comment data is processed.