Quase 200 fornecedores e clientes da leiloeira Oportunity Leilões, de Cascais, juntaram-se num grupo de lesados, alegando terem sido enganados pela empresa, que encerrou portas subitamente, deixando-os sem acesso ao seu dinheiro e aos seus bens. A situação agravou-se nos últimos dias, com dezenas de paletes de artigos a serem colocadas na rua, na sequência de uma ordem de despejo do armazém da empresa.
Segundo Ricardo Nunes, um dos lesados, os problemas agudizaram-se em abril, após a morte do sócio-gerente. A partir dessa data, a “Oportunity deixou de responder a contactos, pagar aos fornecedores e de entregar os artigos adquiridos”, afetando clientes que tinham feito pagamentos antecipados e fornecedores que aguardavam o pagamento de peças já vendidas.
A urgência aumentou com uma ordem do proprietário do armazém para que as instalações sejam libertadas até 1 de setembro. “Estamos a falar de dezenas e dezenas de paletes que, nesta altura, se encontram ao redor do armazém”, explicou Ricardo Nunes, sublinhando a incerteza sobre o destino de bens que vão desde “louça da Vista Alegre” a carros e outros artigos de valor.
Apesar do encerramento aparente, a agência Lusa não encontrou qualquer registo de um processo de insolvência ou dissolução da empresa nos portais da Justiça. O número de telefone da leiloeira foi desativado e acumulam-se queixas em portais de defesa do consumidor. Perante a falta de respostas, os lesados decidiram unir-se, pois, como afirma Ricardo Nunes, “cada um isoladamente, pouco ou nada consegue fazer”.
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