A GNR, a ASAE e o Instituto dos Vinhos do Douro e Porto (IVDP) reforçaram a fiscalização na Região Demarcada do Douro (RDD), com uma operação conjunta, na terça-feira, para controlar o transporte de uvas durante a vindima. A ação, que decorreu em Lamego, visa garantir a autenticidade do produto e combater a concorrência desleal, num setor que atravessa um período de crise.
“O objetivo é acompanhar desde a vinha até aos centros que recebem as uvas, para verificarmos a autenticidade dos produtos”, explicou Luís Lourenço, inspetor-chefe da ASAE. Na operação, foram mandadas parar viaturas que transportavam uvas, sendo verificada a documentação obrigatória, como a autorização de produção, para assegurar a certificação das Denominações de Origem Protegida (DOP) Douro e Porto.
A fiscalização, no entanto, gerou opiniões divididas entre os viticultores. Enquanto uns, como António Botelho Cardoso, defenderam que “deviam fazer isto sempre”, outros queixaram-se de que a operação no centro da região “atrapalha quem está a trabalhar”. Houve ainda quem, como José Pinto Carvalho, apontasse que o maior problema não são as uvas locais, mas sim “o vinho que vão comprar a Espanha”.
Gilberto Igrejas, do IVDP, garantiu que a presença no terreno “é quotidiana” e que estas ações conjuntas se vão prolongar até ao final da vindima. Durante o período em que a Lusa acompanhou a fiscalização, não foram detetadas irregularidades.
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