O FC Porto está a ponderar avançar com uma providência cautelar para forçar o adiamento do jogo com o Arouca, agendado para a próxima segunda-feira, 29 de setembro. Segundo o jornal O JOGO, a direção liderada por André Villas-Boas está em total desacordo com a decisão da Liga Portugal, que acusa de criar um ciclo “infernal” de três jogos em sete dias, que culmina com o clássico frente ao Benfica.
A polémica começou quando a Câmara de Arouca e as autoridades locais informaram não ter condições de segurança para a realização do jogo no domingo, devido à tradicional Festa das Colheitas. O FC Porto contesta o facto de esta incompatibilidade não ter sido comunicada à Liga antes do sorteio da época, o que teria evitado a situação.
O principal motivo da revolta portista é o calendário sobrecarregado que esta alteração impõe. Os ‘dragões’ jogariam em Arouca na segunda-feira (29), receberiam o Estrela Vermelha para a Liga Europa na quinta (2 de outubro) e voltariam a jogar no Dragão no domingo (5 de outubro) para o clássico com o Benfica.
Os ‘dragões’ invocam o Artigo 46 do Regulamento das Competições, que prevê que um jogo não possa ser remarcado para as 30 horas seguintes se um dos clubes tiver um jogo da UEFA na semana a seguir. A incerteza é tal que os bilhetes para a partida de Arouca ainda nem foram colocados à venda.
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