Portugal está a enfrentar um excesso de mortalidade de 22% desde o início de dezembro. A conclusão é da Direção-Geral da Saúde e do Instituto Ricardo Jorge, que atribuem este aumento trágico à combinação de dois fatores: a epidemia de gripe e as baixas temperaturas que se fazem sentir.
Os dados mostram que os idosos com mais de 85 anos são as principais vítimas, sofrendo o impacto da circulação do vírus da gripe, nomeadamente do subtipo H3N1, conhecido por ser mais letal.
Geograficamente, a gripe alastrou de norte para sul, mas é no Alentejo e no Algarve que a mortalidade é proporcionalmente mais grave. As autoridades de saúde explicam que este impacto no sul do país se deve à maior hesitação vacinal nestas regiões, aliada a fatores de privação socioeconómica. A DGS reforça o apelo à vacinação e à etiqueta respiratória para travar este cenário.
