O segundo período letivo arrancou com um cenário preocupante nas escolas portuguesas: mais de 20 mil alunos continuam sem ter todos os professores atribuídos. A situação, que se arrasta desde o início do ano letivo, afeta diversas disciplinas e ciclos de ensino em todo o país, comprometendo o percurso educativo de milhares de estudantes.
A escassez de docentes é descrita como um problema estrutural e multifacetado. Entre as causas principais estão o envelhecimento da classe docente, a falta de atratividade da carreira para os jovens licenciados e as dificuldades crónicas de colocação em determinadas regiões, sobretudo em Lisboa e no Algarve.
Este défice de recursos humanos obriga as direções escolares a uma gestão diária complexa e coloca em causa a equidade no acesso ao ensino. As autoridades educativas enfrentam agora uma pressão acrescida para implementar medidas de fundo que resolvam a crise de recrutamento e garantam que todos os alunos têm acesso a uma educação completa.
