A Comissão Carteira Profissional de Jornalista (CCPJ) reafirmou hoje que o exercício do jornalismo é um pilar fundamental do Estado de Direito e não uma concessão do poder político. Em comunicado, o organismo público independente sublinhou que o escrutínio rigoroso da ação dos titulares de cargos públicos constitui um dever ético e um direito dos cidadãos à informação, não podendo ser interpretado como uma “agenda política”.
A CCPJ reagiu assim a episódios recentes de tentativa de condicionamento e descredibilização de profissionais, clarificando que a avaliação da conduta ética dos jornalistas cabe exclusivamente a este órgão de autorregulação e não aos eleitos locais ou nacionais.
O organismo vincou que retirar a “confiança” ou imputar falhas deontológicas a jornalistas que reportam factos incómodos representa uma pressão inaceitável e um atentado à liberdade de imprensa.
A CCPJ recordou ainda que o prestígio das instituições democráticas depende do respeito pela autonomia da comunicação social, advertindo que qualquer tentativa de criar um clima de intimidação coloca em causa o direito coletivo da sociedade a uma cidadania plenamente informada.

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