A liberdade de imprensa, pilar fundamental da democracia e voz de contrapoder, enfrenta um cenário de vulnerabilidade crescente a nível global. Dados recentes revelam que, no último ano, 129 jornalistas e profissionais da comunicação social foram assassinados no exercício das suas funções.
Para além da violência direta, o setor enfrenta ameaças corrosivas como a pressão de autocracias sobre meios independentes, a precariedade económica das redações e a concentração da propriedade dos media. Estes fatores, aliados à proliferação da desinformação, têm fragilizado o ecossistema de informação onde a verdade luta por espaço com o espetáculo mediático.
Especialistas alertam que a defesa de uma imprensa livre é uma responsabilidade coletiva e uma prioridade de cidadania, transcendendo a esfera dos profissionais do setor.
A função de questionar, investigar e atuar como fiscalizador do poder é considerada insubstituível para a saúde das sociedades democráticas.
O declínio da segurança e da viabilidade económica do jornalismo compromete o acesso dos cidadãos a uma informação fundamentada e independente, essencial para o combate ao populismo e à manipulação do espaço público.
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