O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) começou a receber, nas últimas semanas, um conjunto de denúncias anónimas e comunicações formais que solicitam uma investigação aprofundada ao património e à gestão administrativa de Luís Neves, antigo diretor nacional da Polícia Judiciária e atual ministro da Administração Interna.
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O Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) recebeu, ao longo das últimas semanas, diversas denúncias anónimas e comunicações formais dirigidas ao seu diretor, o procurador da República Rui Cardoso. As exposições pedem uma investigação aprofundada ao património e à gestão administrativa de Luís Neves, figura pública que desempenhou as funções de diretor nacional da Polícia Judiciária e é, atualmente, ministro da Administração Interna.
Entre o material entregue no DCIAP, foi identificado um documento remetido sob uma identidade fictícia e irónica, autoidentificada como «Amadeu Esperança Neves», alegadamente residente no concelho de Odemira. Esta denúncia específica faz referência a investigações jornalísticas previamente publicadas pelo semanário Nascer do Sol, que abordavam a aquisição de múltiplos terrenos na região do Alentejo por Luís Neves e membros do seu núcleo familiar.
O documento incita os procuradores do Ministério Público a desenvolverem um plano exaustivo de diligências instrutórias, que poderá incluir a realização de buscas domiciliárias e a apreensão de equipamentos eletrónicos, como telemóveis e computadores, bem como documentação pessoal de operacionais e ex-dirigentes da Polícia Judiciária.
O pedido de averiguações é estendido a empresários do setor privado, nomeadamente o construtor João Carvalho, proprietário da empresa Construbarcelos.

