As novas tabelas de preços dos combustíveis entraram em vigor esta segunda-feira, 31 de agosto de 2026, em Portugal continental, registando uma descida efetiva de cerca de 5,5 cêntimos por litro no gasóleo simples e um agravamento médio de 1,5 cêntimos na gasolina simples 95, num mercado influenciado por cotações externas e taxas fiscais.
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O mercado energético em Portugal continental regista, a partir de 31 de agosto de 2026, um comportamento divergente nos preços de venda ao público. O gasóleo simples, principal combustível consumido no país, teve um desagravamento bruto entre 6,0 e 7,5 cêntimos por litro, que se traduziu numa redução efetiva ao consumidor de cerca de 5,5 cêntimos após o acerto fiscal. Em contrapartida, a gasolina simples 95 encareceu em média 1,5 cêntimos por litro.
Esta variação decorre da oscilação das cotações dos produtos refinados nos mercados internacionais e do enquadramento fiscal nacional. O Governo publicou a Portaria n.º 395-A/2026/1, de 28 de agosto, que recalibrou o desconto extraordinário sobre o Imposto sobre Produtos Petrolíferos e Energéticos (ISP). Com esta alteração, o desconto fixou-se em 71,63 euros por 1000 litros no gasóleo e em 51,62 euros por 1000 litros na gasolina, com a finalidade de neutralizar a receita do IVA.
No plano internacional, as cotações do petróleo Brent registaram episódios de volatilidade com picos em torno dos 90 dólares por barril, motivados por tensões geopolíticas no Médio Oriente e perturbações no Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de 20% da produção global de crude e gás.
Em Portugal vigora o regime de preços livres, o que permite às marcas e postos definir autonomamente os valores finais praticados ao consumidor.

