A cotação do petróleo Brent ultrapassou a barreira dos 100 dólares por barril, atingindo o valor mais alto desde julho. A subida é motivada pelo aumento das tensões geopolíticas no Médio Oriente, com incidentes militares no Mar Vermelho e no Estreito de Ormuz a gerarem fortes receios de ruturas no abastecimento global de energia.
A cotação do petróleo bruto do tipo Brent, que serve de referência às importações europeias, ultrapassou a fasquia dos 100 dólares por barril, atingindo o nível mais elevado desde julho. A escalada dos preços decorre do agravamento da instabilidade geopolítica no Médio Oriente, designadamente na sequência de incidentes militares registados no Mar Vermelho e no Estreito de Ormuz, corredores estratégicos por onde transita uma parte expressiva do comércio mundial de hidrocarbonetos.
O aumento dos preços do crude refletiu-se de imediato nos mercados acionistas internacionais. Em Wall Street, os índices Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq fecharam em terreno negativo, refletindo o receio dos investidores quanto ao impacto inflacionista associado ao encarecimento da energia.
Na Europa, a subida das matérias-primas fósseis exerce uma pressão crescente sobre as cotações grossistas de eletricidade e gás natural nos mercados ibérico e comunitário. Esta dinâmica afeta a estrutura de custos das empresas produtoras e antecipa aumentos nas faturas dos consumidores industriais e particulares.
Especialistas alertam que a manutenção dos preços do petróleo acima deste patamar complica o controlo da inflação e os apoios públicos aos setores dos transportes e da agricultura, intensificando também o debate sobre a transição energética.

