O Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia do Vale do Douro Norte, localizado em Vila Real, está a funcionar com 140 animais, o dobro da sua capacidade de 70 lugares. As adoções registadas revelam-se insuficientes face ao fluxo contínuo de abandono e reprodução de animais errantes em sete municípios da região.
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O Centro de Recolha Oficial de Animais de Companhia do Vale do Douro Norte, sedeado em Vila Real e responsável pelo serviço em sete municípios associados, enfrenta uma situação de sobrelotação estrutural. Com uma capacidade autorizada para 70 animais, o espaço acolhe atualmente cerca de 140 cães e gatos, mantendo as entradas condicionadas à saída de exemplares através de processos de adoção.
O vereador da Câmara Municipal de Vila Real, Carlos Silva, sublinha que o volume de adoções alcançado não consegue absorver a quantidade de animais errantes detetados no espaço público. O autarca defende que a resposta ao problema exige um reforço sistemático na esterilização, apoiando associações no controlo de colónias de gatos e alertando para as limitações legais no registo de cães capturados.
De acordo com Lina Pinto, gestora da FCC Meio Ambiente, entidade responsável pela gestão do centro, foram adotados cerca de 3000 animais nos últimos oito anos, fixando uma taxa de adoção de 63%. As cedências são 100% gratuitas e incluem esterilização, vacinação, desparasitação, microchip e registo no Sistema de Informação de Animais de Companhia (SIAC).
Apesar das iniciativas de sensibilização escolar e voluntariado, o tempo de permanência prolonga-se para muitos animais, como o caso de um cão acolhido em 2020. O médico veterinário municipal, António Almeida, garante a salvaguarda do bem-estar dos animais presentes no recinto.

