Os trabalhadores da unidade fabril da Faurecia em Bragança cumprem hoje uma greve de 24 horas para reivindicar aumentos salariais intercalares, um subsídio de transporte e a integração do prémio de antiguidade na retribuição base. O protesto do setor automóvel foi convocado pelo SITE-Norte e deliberado em plenário pelos operários da empresa.
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Os trabalhadores da unidade fabril da Faurecia/Forvia, sediada no concelho de Bragança e vocacionada para a produção de sistemas de escape para o setor automóvel, cumprem hoje uma greve de 24 horas deliberada em plenário.
A paralisação foi convocada pelo Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias Transformadoras, Energia e Atividades do Ambiente do Norte (SITE-Norte), afeto à CGTP-IN. Na base da decisão constam exigências de aumentos salariais intercalares, a atribuição de um subsídio de transporte, a integração do prémio de antiguidade no salário base e o fim do atual modelo de avaliação de desempenho.
Segundo o dirigente sindical Márcio Pinheiro, os aumentos de cerca de 30 euros atribuídos no início do ano foram insuficientes perante a subida do custo de vida. O sindicato detalha que a remuneração média dos operadores ronda os 1.050 euros brutos mensais, aproximando-se do salário mínimo.
A estrutura sindical salienta igualmente a sobrecarga financeira associada às deslocações. Apesar de o município disponibilizar transporte coletivo gratuito compatível com os turnos, o serviço circunscreve-se à malha urbana. Muitos trabalhadores residem em áreas rurais e em concelhos como Vinhais e Macedo de Cavaleiros, despendendo entre 400 e 500 euros mensais em combustível para se deslocarem.
Está prevista uma concentração na Estrada do Aeroporto, junto à fábrica, com a presença de Tiago Oliveira, secretário-geral da CGTP-IN.

