O presidente da Câmara Municipal de Chaves, Nuno Vaz, acusou o Ministério da Saúde de incumprimento reiterado de compromissos no hospital local. Em causa está a ausência de avanços na criação da Unidade Local de Saúde do Alto Tâmega e Barroso, no reforço do internamento de pediatria e na abertura da unidade de cuidados intermédios.
O presidente da Câmara Municipal de Chaves, Nuno Vaz, veio a público esta terça-feira denunciar uma situação que classifica como de “incumprimento absoluto” por parte da ministra da Saúde, Ana Paula Martins, no que respeita aos compromissos assumidos para com a unidade hospitalar da cidade transmontana. Segundo o autarca socialista, subsistem três promessas estruturais que continuam por concretizar: a constituição da Unidade Local de Saúde (ULS) do Alto Tâmega e Barroso, a dotação de meios adequados para a Pediatria e a entrada em funcionamento dos cuidados intermédios.
A autarquia sublinha que o Hospital de Chaves assegura a cobertura assistencial a uma população dispersa superior a 80 mil habitantes, residente em seis municípios vizinhos: Chaves, Montalegre, Boticas, Valpaços, Vila Pouca de Aguiar e Ribeira de Pena. O edil queixou-se de que a tutela tem mantido uma postura de total inação, tendo deixado cinco comunicações formais sem qualquer resposta oficial, o que adensa a sensação de abandono e o declínio das respostas clínicas disponíveis para as populações do interior norte.
Face a este cenário, a Câmara de Chaves exige o acesso imediato ao estudo técnico que esteve na base da reconfiguração hospitalar da região, de forma a avaliar as propostas governamentais. Nuno Vaz alertou ainda para a degradação sentida pelos utentes em valências fundamentais e criticou duramente a credibilidade dos compromissos tutelares assumidos.

