Uma equipa de cientistas liderada pela Universidade de Coimbra descobriu uma variante de uma proteína que pode travar o envelhecimento celular e inibir a multiplicação de tumores cancerígenos, revelou a academia em comunicado formal emitido esta manhã.
Uma nova variante de proteína com potencial para revolucionar a compreensão do envelhecimento celular e o combate à multiplicação patológica de células tumorais foi descoberta por uma equipa científica liderada pela Universidade de Coimbra, confirmou esta manhã a instituição através de um comunicado enviado à Agência Lusa.
O estudo inovador foi conduzido pelo grupo de investigação Envelhecimento Molecular, Química do RNA e Oncogénese, integrado no Instituto Multidisciplinar do Envelhecimento da Universidade de Coimbra. A equipa multidisciplinar identificou uma forma alternativa da proteína designada clinicamente por Delta246p53, demonstrando o seu papel regulador fundamental.
Segundo os dados laboratoriais validados, a estrutura molecular da Delta246p53 tem a faculdade de induzir o mecanismo biológico de senescência através do qual as unidades celulares interrompem em definitivo o seu processo de replicação. Concomitantemente, os ensaios laboratoriais comprovaram a inibição consistente do surgimento e crescimento de massas oncológicas.
A academia conimbricense sublinha que estes resultados representam um passo de relevo internacional na biologia molecular, fornecendo alvos terapêuticos antes desconhecidos para a medicina oncológica moderna.

