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METADE DA COMIDA NÃO É REAL

Mais de metade do que comemos não é comida “real”. Já pensaste quantos alimentos naturais comeste ? E quantos processados ? Os alimentos processados ocupam um grande espaço na alimentação diária de quase todas as pessoas. Não vale a pena negar, começa ao pequeno-almoço com os cereais, segue-se a merenda da manhã com uma barrita e por aí adiante. E o fast food está longe de ser o único exemplo de comida processada.

Os alimentos processados ocupam um grande espaço na alimentação diária de quase todas as pessoas. Não vale a pena negar, começa ao pequeno-almoço com os cereais, segue-se a merenda da manhã com uma barrita e por aí adiante. E o fast food está longe de ser o único exemplo de comida processada.

Só nos Estados Unidos, 58% da energia adquirida todos os dias é à base de alimentos processados e ultra-processados. E esta bem que pode ser uma realidade mundial.

E para se ter um exemplo da quantidade de alimentos processados estão ‘à mão de semear’, vejamos a definição de alimentos processados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos: alimentos que sofreram uma transformação de forma bruta, seja para alargar o prazo de validade, seja para melhorar o sabor dos alimentos consumidos no seu estado cru. Farinhas, cereais, barritas, bolachas, hambúrgueres pré-feitos, refeições pré-congeladas, iogurtes, manteigas, queijos fundidos, batatas fritas, etc. São muitos mais os alimentos processados e ultra-processados do que imagina.

Mas além dos alimentos processados, existem os alimentos ultra-processados, como é o caso dos produtos repletos de aditivos, químicos e açúcares adicionados (muitas vezes escondidos em nomes e códigos que não são pronunciáveis) que prometem fazer dos alimentos os mais saborosos de todos (e também mais viciantes), como diz um estudo realizado em conjunto por duas universidades de São Paulo e por uma universidade em Boston.

Segundo a Direção Geral da Saúde (DGS), “os produtos processados como as bolachas, biscoitos, bolos, cereais de pequeno-almoço, refrigerantes, sumos, iogurtes, entre outros, geralmente contêm excesso de açúcar. Para verificar a presença e a quantidade de açúcar nos alimentos é importante ler os rótulos das embalagens, nomeadamente a lista de ingredientes e a informação nutricional”.

No guia para a alimentação saudável, a DGS diz que “num dia alimentar saudável, os alimentos muito processados industrialmente (ex.: refrigerantes, bolos, folhados, salgadinhos, aperitivos, produtos de salsicharia e charcutaria, etc.) podem ser consumidos desde que em pequenas porções e com pouca frequência”.

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