As poupanças para o futuro são uma preocupação para 40% das mulheres portuguesas, de acordo com um estudo da GfK. Já para 43% dos homens, a nível nacional, a principal preocupação é aproveitar a vida. Nos restantes países analisados, um terço dos cidadãos afirma que «quer aproveitar a vida hoje e preocupar-se com poupanças e investimentos mais tarde», sendo que Portugal se situa ligeiramente acima da média global. Esta análise foi realizada pela GfK em 23 países.
Os inquiridos com idades compreendidas entre os 20-29 anos são os maiores amantes diversão, face às restantes faixas etárias. De acordo com a GfK, 41% concorda com a diversão no momento e remete para mais tarde as preocupações com as poupanças. Os adolescentes (15-19 anos) e os adultos com idade entre os 30-39 anos surgem praticamente em ex-áqueo, na 2.ª posição, com 37% e 36%, respetivamente. Cerca de quarto dos entrevistados (26%), com idades entre os 50-59 anos e mais de 60 anos também concordam com a máxima de «viver hoje».
Os números mostram que a vontade de poupar no imediato regista um aumento progressivo junto dos vários grupos etários, à medida que a idade avança. Os adolescentes e os jovens dos 20-29 anos situam-se, ambos, nos 34%, enquanto a faixa dos 50-59 anos e as pessoas com 60 anos ou mais anos, registam os valores mais elevados, 43% e 42% respetivamente. Portugal depara-se com dois dados curiosos, os jovens portugueses são os mais «amantes de diversão» (18%), em comparação com os restantes países do estudo. Por oposição, os cidadãos portugueses mais velhos (+ 60 anos) são os que mais pensam em poupar (21%).
Hong Kong destaca-se como sendo o único país onde mais de metade da população demonstra que se preocupa com o «poupar agora». Neste país, 54% dos inquiridos revelaram que discordam da ideia de aproveitar a vida hoje e se preocupar com a poupança e investimentos mais tarde. A República Checa ocupa o segundo lugar com 49% a discordar da ideia de aproveitar primeiro a vida e só depois poupar, seguido pelo Brasil com 45%.
Estes resultados dotam as instituições que oferecem serviços financeiros de elementos úteis no que diz respeito às preferências nos diferentes países, faixas etárias e sexos para o tema dos produtos de poupança e investimentos, em comparação com os produtos que suportam a óptica do «viva hoje», como é o caso das contas de acesso instantâneo.

