Traçar um objetivo é fácil, mas para alcançá-lo é necessário ter motivação. Mas, é fácil manter-se motivado? Não e prova disso é o facto de grande parte das pessoas desistirem das suas resoluções de ano novo pouco depois de as terem feito.
Um estudo do MIT tentou analisar quais os princípios básicos para que uma pessoa se mantenha motivada e empenhada em alcançar os seus objetivos. Para tal, começou a dividir os inquiridos em dois grupos e desafiou-os a clicar o máximo de vezes em duas teclas do teclado durante quatro minutos. Num dos grupos, os participantes receberiam 300 dólares, enquanto no outro levariam 30 dólares.
O dinheiro foi um motivo de esforço e, no final, os que receberam mais dinheiro apresentaram uma performance 95% melhor do que aqueles que receberiam uma menor quantia. Numa segunda fase, os mesmos grupos foram desafiados a resolver um problema de matemática complexo, sendo que o valor a receber seria 32% menor. E os resultados finais não foram tão entusiasmantes.
A isto, os cientistas chamam de ‘efeito de distração’, isto é, as pessoas focam-se naquilo que ganham (a dita motivação) do que na tarefa em si. E para prova-lo, analisaram os cérebros dos participantes durante os dois desafios, notando que aqueles que os resolveram por prazer e diversão tiveram as mesmas atividades cerebrais dos que tentaram concluir as tarefas por causa da recompensa.
Contudo, o grupo que completava as tarefas devido a recompensa, mostrou-se menos motivado quando foi convidado para um desafio sem recompensa (ou com um prémio de menor valor).
Segundo a ciência, ‘diversão e prazer’ são os principais fatores para uma pessoa se manter motivada, indo ao encontro do velho ditado de que ‘quem corre por gosto, não se cansa’.

