A esperança de vida em Portugal continua a aumentar, mas o país vive a “duas velocidades”, com uma diferença de mais de quatro anos e meio entre a região onde se vive mais e aquela onde se vive menos. Segundo dados do INE divulgados esta sexta-feira, a região do Cávado, no Minho, tem a maior longevidade (82,94 anos), enquanto os Açores registam a mais baixa (78,33 anos).
A nível nacional, a esperança de vida à nascença para o triénio 2022-2024 subiu para os 81,49 anos, um aumento de quase quatro meses face ao período anterior. Mantém-se a acentuada disparidade entre sexos, com as mulheres a poderem esperar viver até aos 83,96 anos e os homens até aos 78,73 anos.
O estudo do INE expõe as profundas assimetrias territoriais. Para além do Cávado, também a região do Ave (82,18 anos) se destaca pela positiva, confirmando o Norte litoral como a zona do país com maior longevidade. No extremo oposto, para além dos Açores, encontram-se a Madeira (79,20 anos) e, no continente, o Baixo Alentejo, com a esperança de vida mais baixa (78,65 anos).
Embora o estudo não detalhe as causas, estas diferenças estão frequentemente associadas a fatores socioeconómicos, acesso a cuidados de saúde, estilos de vida e condições ambientais, representando um dos maiores desafios para a coesão territorial do país.
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