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COCA-COLA E PEPSI REDUZEM AO AÇUCAR
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COCA-COLA E PEPSI REDUZEM AO AÇUCAR

Depois das exigências da OMS, a PepsiCo e a Coca-cola anunciam cortes nos açúcares, calorias e níveis de sal dos seus produtos.

A fim de dar resposta às exigências da Organização Mundial de Saúde (OMS), que pede a todos os países para reduzirem o volume de açúcar das suas bebidas em 20%, as marcas Pepsi e Coca-cola anunciaram cortes no volume de açúcares das suas bebidas.

A medida da OMS visa desencorajar o consumo de bebidas açucaradas e combater o flagelo da obesidade no mundo, com um foco especial sobre as crianças. De acordo com o relatório divulgado pela OMS, 41 milhões de crianças com menos de 5 anos têm excesso de peso e estão mais sujeitas a desenvolver a diabetes.

Face a isso, a PepsiCo anunciou que pretende cortar dois terços do volume de açúcar das suas bebidas. Mas os cortes não ficam por aqui. A empresa que detém as marcas Gatorade e Tropicana fez saber que irá reduzir também o total de gorduras saturadas e os níveis de sal presentes nas comidas que produz.

No que respeita a calorias, a PepsiCo pretende alcançar um máximo de 1,1 gramas por cada 100 calorias e, em termos de sal, as suas comidas e snacks não deverão ultrapassar os 1,3 miligramas de sal por caloria.

Também a Coca-cola compromete-se a reduzir o açúcar dos seus refrigerantes a uma taxa anual de 2,5%, como afirma ter vindo a fazer até agora. Em declarações ao jornal espanhol El Confidencial, fonte da marca conta que desde 2000 reduziram “em 36% o teor de açúcar dos nossos produtos”. Afirma ainda que a marca tem apostado em alternativas ‘Zero’ para satisfazer as novas necessidades dos consumidores, que procuram hábitos cada vez mais saudáveis, e que “as variedades Light e Zero já representam 37% das vendas na Coca-Cola”.

O ano passado, a PepsiCo anunciou também que iria deixar de usar aspartame, um adoçante artificial associado ao aumento da obesidade e diabetes, muito utilizado nas bebidas.

Vários países têm seguido as orientações da OMS e já adotaram impostos extra sobre os refrigerantes, como o caso do México que aplicou um imposto de 10% sobre todas as bebidas açucaradas. Também em Portugal, foi aprovado em Assembleia-geral a ‘fat tax’ que deverá entrar em vigor no início de 2017.

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