RÁDIO REGIONAL | PORTUGAL
ECONOMIA & FINANÇAS

CRISE: PRESTAÇÕES DE DESEMPREGO ATINGE O VALOR MAIS ALTO DESDE SETEMBRO 2015

O número de beneficiários de prestações de desemprego está a subir há seis meses consecutivos e atingiu em abril o valor mais alto desde setembro de 2015, ao chegar a 269.212 pessoas, segundo as estatísticas da Segurança Social.

De acordo com os dados publicados hoje, o número de beneficiários registados em abril aumentou 32,3% face ao mesmo período de 2020 e 0,3% comparando com o mês anterior.

A série longa mostra que é preciso recuar até setembro de 2015 para encontrar um número mais elevado (273.164 beneficiários).

Por tipo de subsídio, as estatísticas revelam que em abril havia 209.025 pessoas a receber subsídio de desemprego (mais 50 face a março e mais 40.009 comparando com o período homólogo).

Já o subsídio social de desemprego inicial abrangeu 10.669 pessoas, constituindo aumentos de 0,9% em relação ao mês anterior e de 27,3% face ao mês homólogo, enquanto o subsídio social de desemprego subsequente abrangeu 19.131 pessoas, registando um decréscimo mensal de 10,6% e uma manutenção face ao período homólogo.

Havia ainda 29.478 beneficiários da prorrogação da concessão do subsídio de desemprego em abril (contra 21.285 em março).

O valor médio do subsídio por beneficiário foi de 527,69 euros em abril.

De acordo com a síntese do Gabinete de Estratégia e Planeamento (GEP) do Ministério do Trabalho, Solidariedade e Segurança Social, comparando com o período homólogo, “continuam a registar-se acréscimos das prestações processadas com maior expressão nos grupos mais jovens: o grupo de 29 ou menos anos (+56,4%) e entre os 30 e os 39 anos (+43,2%)”.

Segundo os dados do Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) divulgados hoje, o número total de desempregados registados em abril foi de 423.888, uma descida de 2,1% (8.963 pessoas) face a março e uma subida de 8% comparando com o período homólogo.

A nota do GEP indica ainda que em abril foram atribuídas 15.556 prestações de ‘lay-off’ no âmbito da concessão ‘normal’, ou seja, de acordo com o previsto no Código de Trabalho, o que representa um acréscimo mensal de 53,4% (mais 5.412 beneficiários).

Do total, 4.952 prestações de ‘lay-off’ resultaram de suspensão temporária (menos 806 do que no mês anterior) e 10.604 estão associadas a redução do horário de trabalho (mais 6.218 beneficiários face a março).

Estas prestações foram processadas para 334 entidades empregadoras, menos 52 do que no mês anterior.

Os dados da Segurança Social indicam também que o número de beneficiários com prestações de doença foi de 207.435 em abril, uma diminuição mensal de 10,4% e um crescimento homólogo de 3,8%.

Estes valores englobam as baixas por contágio de covid-19 e o subsídio por isolamento profilático (do próprio) pelo novo coronavírus, além do subsídio de doença, do subsídio de doença profissional, do subsídio de tuberculose e a concessão provisória de subsídio de doença.

Quanto às pensões por velhice, foram processadas 2.054.715 pensões em abril, menos 4.340 do que em março e menos 1.242 face ao período homólogo.

VEJA AINDA:

ANTÓNIO COSTA: ‘PORTUGAL TEM DE ESTAR NA LINHA DA FRENTE DA TRANSIÇÃO TECNOLÓGICA’

Lusa

CRISE: PORTUGAL TEM MAIOR QUEBRA DO PIB DA UE NO PRIMEIRO TRIMESTRE

Lusa

PANDEMIA AUMENTOU DIFICULDADES ANTIGAS DOS JOVENS

Lusa

JOVENS CONTINUAM A PENSAR EM EMIGRAR, MAS SÓ COM GARANTIAS

Lusa

COVID-19: GOVERNO NÃO PREVÊ PROLONGAR APOIO SOCIAL PARA PROFISSIONAIS DA CULTURA

Lusa

COVID-19: BARES E DISCOTECAS CONTINUAM ENCERRADOS PELO MENOS ATÉ FINAL DE AGOSTO

Lusa