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CIÊNCIA & TECNOLOGIA

DESINFORMAÇÃO “ESTÁ MUITO PRESENTE NO AMBIENTE ONLINE”

A responsável pelas políticas públicas e assuntos governamentais do TikTok Portugal e Espanha afirma, em entrevista à Lusa, que a desinformação “está muito presente no ambiente ‘online’” e, por isso, a rede social tem de investir no seu combate.

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A responsável pelas políticas públicas e assuntos governamentais do TikTok Portugal e Espanha afirma, em entrevista à Lusa, que a desinformação “está muito presente no ambiente ‘online’” e, por isso, a rede social tem de investir no seu combate.

“A desinformação está muito presente no ambiente ‘online’, achamos que é algo que temos de investir e é por isso que confiamos nos ‘fact-checkers’ com parceiros locais”, diz Yasmina Laraudogoitia.

A responsável esteve em Portugal para participar no 33.º Congresso da APDC.

Atualmente, a rede social conta com “3,3 milhões de utilizadores mensalmente ativos” em Portugal.

Em Portugal, a rede social trabalha com o Polígrafo, considerando esta parceria “imensamente útil”.

“Temos colaborado com eles, digamos, de forma consistente e constantemente”, prossegue, apontando que no caso das eleições portuguesas, decorridas em 10 de março, trabalharam este evento específico com o Polígrafo.

“Temos um fluxo de trabalho específico com o Polígrafo e agora com as eleições europeias também”, acrescenta Yasmina Laraudogoitia.

“É muito importante recolhermos informações de especialistas”, sublinha a responsável.

Yasmina Laraudogoitia explica também como o TikTok usa o sistema de moderação.

“Treinamos o nosso sistema de moderadores, as nossas equipas de moderação são treinadas especificamente em desinformação graças a esta parceria e desta forma podemos saber que tipo de informação é mais popular e, assim por diante”, e depois é utilizada também a inteligência artificial (IA).

Nos conteúdos gerados por IA pode haver informação enganosa e prejudicial e daí advir desinformação.

“Na verdade somos a primeira plataforma que inclui uma ferramenta para que os criadores de conteúdo possam rotular” se houve manipulação.

Ou seja, “se eles fizerem um vídeo que é manipulado com IA, que é gerado com IA, eles podem ser capacitados e informar a comunidade. E isso está a ser feito com inteligência artificial, explica.

E agora “estamos a colaborar com a Coalition for Provenance and Authenticity”, acrescenta.

O que é que isso quer dizer? “O nosso sistema de moderação será mais eficiente na deteção de conteúdo gerado por IA e, desta forma, poderemos moderar melhor e poderemos ser mais eficientes em termos de também combater a desinformação”, explica.

O TikTok usa a IA para o sistema de recomendação para fornecer a melhor experiência, o melhor conteúdo para cada utilizador e para a moderação também.

“Implementámos os protocolos de conteúdos e com isso somos mais capazes de identificar conteúdos gerados”, diz.

Com os conteúdos gerados por IA, a TikTok pretende fornecer mais transparência aos utilizadores e também ser mais eficiente em termos de moderação de conteúdo, como também capacitar a comunidade.

Em suma, “transparência e empoderamento”, remata.

Em termos de fornecimento de contexto, “temos 40.000 profissionais em todo o mundo” no combate à desinformação, diz, e 173 moderadores para conteúdo específico.

Mas este número vai se alterando conforme o conteúdo evolui.

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CONSUMO DE DROGAS AUMENTA RISCO DE DEFICIÊNCIA VISUAL OU CEGUEIRA

O consumo de substâncias psicoativas, naturais ou sintéticas, que atuam no sistema nervoso gerando alterações nas funções que regulam pensamentos, emoções e comportamento, aumentam as hipóteses de deficiência visual ou cegueira, alertou na quarta-feira um especialista.

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O consumo de substâncias psicoativas, naturais ou sintéticas, que atuam no sistema nervoso gerando alterações nas funções que regulam pensamentos, emoções e comportamento, aumentam as hipóteses de deficiência visual ou cegueira, alertou na quarta-feira um especialista.

“As drogas causam alterações físicas nos olhos que vão além dos sinais visíveis habituais, como olhos vermelhos ou tamanho anormal das pupilas, e têm um impacto profundo e duradouro na saúde ocular”, realçou Gerardo Gleason, especialista mexicano em tecnologia para cirurgias oftalmológicas.

O especialista, que falava no âmbito do Dia Internacional de Combate ao Abuso e ao Tráfico Ilícito de Drogas, que se assinala em 26 de junho, alertou que, de acordo com o relatório de 2023 do Conselho Internacional de Controlo de Estupefacientes (JICE), da Organização das Nações Unidas (ONU), o uso de metanfetaminas, ecstasy e outros estimulantes no México cresceu 218% entre 2017 e 2022.

Gleason explicou que drogas como a cocaína, por exemplo, podem causar descolamentos de retina, enquanto o LSD e o crack aumentam o risco de retinopatia e perda de visão.

Por outro lado, canábis causa olho seco e fotofobia, sendo que os opioides podem causar diminuição do tamanho da pupila, olho seco e risco de infeções oculares graves.

Segundo um estudo da Universidade de Indiana, nos Estados Unidos, o uso de cocaína e anfetaminas está associado “a um risco aumentado de desenvolver glaucoma de ângulo aberto”, uma doença ocular grave que pode levar à perda de visão se não for tratada adequadamente, sublinhou ainda.

Uma análise liderada pela Universidade de Oklahoma revelou que o uso precoce de substâncias psicoativas, antes dos 21 anos, pode aumentar as hipóteses de deficiência visual ou perda total da visão.

“Estas descobertas destacam a importância de aumentar a conscientização sobre os riscos oculares associados ao consumo de drogas. Da mesma forma, é fundamental que os profissionais de saúde ocular estejam atentos a essas questões e atualizem constantemente as suas competências”, defendeu Gleason.

O especialista destacou também que o uso de equipamentos de última geração é fundamental para o diagnóstico precoce e para que os pacientes tenham tratamento oportuno, o que também pode garantir um atendimento mais preciso e eficaz.

“Não devemos perder de vista que a prevenção do consumo de drogas, e uma abordagem abrangente para resolver este problema, são essenciais para mitigar os efeitos nocivos destas substâncias na saúde geral e visual”, sublinhou.

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INTELIGÊNCIA ARTIFICIAL MAIS POPULAR COM CHEGADA DOS “IA PC”

Uma nova gama de computadores especialmente concebidos para executar programas de Inteligência Artificial (IA) chegou ao mercado na terça-feira, o que marca uma inovação considerada demasiado prematura para alguns especialistas e o “renascimento do PC” para outros.

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Uma nova gama de computadores especialmente concebidos para executar programas de Inteligência Artificial (IA) chegou ao mercado na terça-feira, o que marca uma inovação considerada demasiado prematura para alguns especialistas e o “renascimento do PC” para outros.

A Microsoft apresentou em maio o tão aguardado “IA PC”, computadores onde ferramentas generativas de inteligência artificial são integradas diretamente no seu sistema operacional Windows, para auxiliar o utilizadores em todas as suas tarefas.

Os PC “Copilot+” devem permitir que os utilizadores acedam a recursos de IA nos seus dispositivos sem depender da nuvem, o que requer mais energia, leva mais tempo e torna a experiência mais lenta.

Estes computadores estão equipados com um chip “NPU”, o chip especializado para tarefas de IA, que ajuda a melhorar a qualidade da edição de fotos, transcrição e tradução ao vivo, bem como a função “Recall” que permite ao utilizador recuar no tempo no seu PC e ver todas as janelas que foram abertas.

No entanto, a Microsoft decidiu remover esse recurso e mantê-lo apenas como teste, por questões de privacidade.

Por enquanto, dispositivos projetados por fabricantes como HP e Asus funcionam exclusivamente com uma nova linha de processadores chamada Snapdragon X Elite e Plus, construída pela gigante californiana Qualcomm.

“Estamos a redefinir o que um laptop faz para o utilizador”, realçou Durga Malladi, vice-presidente da Qualcomm, à agência France-Presse (AFP) na conferência de tecnologia Collision, em Toronto.

“Achamos que este é o renascimento do PC”, acrescentou.

No lançamento dos seus “PC com IA”, em maio, a Microsoft estimou que mais de 50 milhões de máquinas serão vendidas nos próximos 12 meses, perante o ‘apetite’ dos desenvolvedores e do público por estes assistentes digitais que antecipam as necessidades do utilizador.

Este é um mercado para o qual a cadeia de distribuição norte-americana Best Buy se prepara, através da formação de dezenas de milhares de colaboradores na venda e manutenção da nova gama de PC.

Alguns especialistas do setor, no entanto, são mais cautelosos, alertando que os benefícios reais da adoção de um laptop habilitado para IA ainda não são suficientemente convincentes e levarão tempo.

“As características escaláveis da IA não são revolucionárias o suficiente para perturbar os hábitos de compra tradicionais”, destacaram os analistas da Forrester.

Desde o lançamento do ChatGPT no final de 2022, a Microsoft tem promovido fortemente a integração de IA generativa nos seus produtos como Teams, Outlook e Windows.

O Google rapidamente seguiu o exemplo e, no início do mês, a Apple revelou o Apple Intelligence, nome do seu modelo de IA generativa que equipará os seus dispositivos, desde o iPhone ao Mac.

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