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DONALD TRUMP “RASGA” ACORDO DE PARIS

Donald Trump anunciou, esta quinta-feira, que os EUA vão abandonar o Acordo de Paris sobre as alterações climáticas e tentar encontrar uma nova solução.

Trump afirmou, esta quinta-feira, na Casa Branca, que o Acordo de Paris “imputa custos aos americanos” e que esta decisão vai ao encontro da sua promessa de “pôr os trabalhadores americanos em primeiro”.

O presidente norte-americano disse esperar “um melhor acordo” no futuro, em termos que considera justos para o país. “Se conseguirmos, ótimo, se não conseguirmos, tudo bem”, afirmou Donald Trump.

O acordo de Paris foi assinado por 195 países em dezembro de 2015 tendo em vista reduzir as emissões de gases com efeito de estufa e conter o aquecimento global abaixo dos dois graus Celsius.

A anterior administração comprometeu-se em Paris que os Estados Unidos iriam reduzir as suas emissões de CO2 de 26 a 28% até 2025, por comparação com o nível de 2005.

Para este efeito, o Presidente democrata Barack Obama autorizou a Agência de Proteção do Ambiente a forçar as indústrias de carvão a reduzir as suas emissões de dióxido de carbono.

Trump tinha ele próprio antecipado que tomaria dentro de dias a decisão “final” sobre se os Estados Unidos devem continuar a fazer parte do Acordo de Paris, numa mensagem que colocou na rede social Twitter enquanto participava na cimeira de líderes do G7 na cidade italiana de Taormina (Sicília), no final da semana passada.

Durante a campanha eleitoral, Trump criticou o Acordo de Paris e questionou as mudanças climáticas, um fenómeno que descreveu como “invenção” dos chineses, e já como Presidente decidiu iniciar um processo para verificar se os EUA deviam continuar como parte daquele o acordo.

Apesar da pressão do Presidente francês, Emmanuel Macron, e da chanceler alemã, Angela Merkel, a declaração final da cimeira do G7 reconheceu que os Estados Unidos “não estão em condições de chegar a um consenso” sobre a luta contra as alterações climáticas.

Nessa declaração, os membros do G7, exceto os EUA, reiteraram o compromisso em aplicar “rapidamente” o acordo de Paris, adotado em dezembro de 2015 por 195 países.

No final da reunião, a chanceler alemão criticou a posição de Washington dizendo: “Aqui está uma situação em que somos seis, sete se incluirmos a União Europeia, contra um (…) Isto significa que não há sinal até agora de que os Estados Unidos continuem ou não no acordo de Paris”.

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