Portugal deverá fechar o ano de 2016 com um maior peso das fontes renováveis no consumo de energia. Em 2015, as renováveis representaram 47% do consumo nacional e em Novembro deste ano já correspondiam a 58% do consumo.
O consumo de electricidade aumentou 2,7% em Novembro, face ao período homólogo, num mês em que se registaram condições desfavoráveis à produção renovável, o que fez disparar a produção de electricidade a partir do gás natural. A produção a partir de fontes renováveis abasteceu este mês 46% do consumo nacional, mas em termos acumulados corresponde a 58% do consumo, o que apesar de faltar o desempenho em dezembro, permite antecipar um ano melhor do que o de 2015, em que a produção de fontes renováveis abasteceu 47% do consumo nacional.
De acordo com dados da REN, com a correcção do impacto da temperatura e do número de dias úteis, o consumo de electricidade aumentou ‘apenas’ 0,4% no mês de Novembro, valor que coincide com a variação acumulada ao longo dos 11 meses de 2016.
No mês de Novembro, as afluências aos aproveitamentos hidroelétricos foram reduzidas, com uma quebra na produção de 7% em relação ao mês homólogo, apesar do bom comportamento desta fonte ao longo de todo o ano, com um acréscimo de 77% ao longo do ano de 2016.
Já o saldo de trocas com o estrangeiro – Espanha – voltou este mês a ser exportador, equivalendo a 7% do consumo nacional, segundo os dados da gestora da rede eléctrica.
Em Novembro, a produção não renovável abasteceu 42% do consumo, repartida pelo carvão e pelo gás natural, ambos com 21%. O saldo exportador registado este ano equivale a 11% do consumo nacional.
No mercado de gás natural, o consumo mantém a tendência de forte crescimento dos últimos meses, com uma variação homóloga de 23%, com o segmento de produção eléctrica a crescer 66% em Novembro.
LUSA

