As exportações de vinho português atingiram os 696,1 milhões de euros no terceiro trimestre de 2025, mantendo um valor equiparado ao do mesmo período do ano anterior. O setor demonstrou uma forte resiliência, conseguindo compensar uma quebra acentuada de 12,1% nas vendas para os Estados Unidos (EUA), o seu segundo maior mercado.
O equilíbrio foi conseguido graças a um aumento de 3% no volume total exportado (259,4 milhões de litros) e a uma forte aposta em novos mercados. O México e Angola destacaram-se, com crescimentos de 36,9% e 34,4% em valor, respetivamente.
França manteve-se como o principal destino dos vinhos portugueses, crescendo 3% para 75,7 milhões de euros. Na hierarquia dos mercados, o Brasil recuperou a terceira posição (63,8 milhões de euros), ultrapassando o Reino Unido (54,1 milhões), que desceu para o quarto lugar.
Apesar do bom desempenho global, registou-se uma ligeira descida no preço médio por litro, que se fixou nos 2,68 euros (menos 10 cêntimos que em 2024).
Em declarações sobre os resultados, o presidente da ViniPortugal, Frederico Falcão, destacou a “resiliência” dos produtores. “Apesar de um início de ano conturbado, marcado pela incerteza quanto às taxas comerciais impostas pelos Estados Unidos e de alguns produtores terem visto algumas das suas encomendas serem canceladas, a fixação da taxa a 15% trouxe alguma estabilidade”, afirmou.
Frederico Falcão considera que “o sector mostrou uma recuperação acima das expectativas, o que é uma excelente notícia”, fruto do “trabalho consistente de promoção internacional”.
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