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FC PORTO X FC FAMALICÃO: ANÁLISE DE JOSÉ AUGUSTO SANTOS

Famalicão quase fazia história com uma bela primeira parte, mas a reação portista na segunda justificou a igualdade final. Sérgio Conceição arriscou ao optar por jogadores com pouco ritmo de jogo e esses jogadores não corresponderam.

Muitas dificuldades defensivas de Jorge Sánchez, Zé Pedro e Otávio e a aposta em Marco Grujic para dar mais solidez defensiva e presença no jogo aéreo também não resultou. Para agravar, a titularidade de Iván Jaime, que teve oportunidade contra o seu ex-clube de demonstrar todos os atributos que levaram o FC Porto à sua contratação foi desastrosa porque o espanhol perdeu todos os duelos e nem uma vez conseguiu mostrar a sua excelente mudança de velocidade, aliada à qualidade técnica, que lhe permitiam fazer remates e cruzamentos letais, na época passada.

O treinador portista corrigiu ao intervalo e a equipa teve uma dinâmica ofensiva e defensiva que lhe permitiu controlar as transições contrárias e lhe proporcionou fazer uma boa segunda parte, jogar rápido, criar oportunidades e empatar. Boa entrada de Galeno e em especial de Mehdi Taremi que dinamizou o ataque portista e deu presença perto da baliza de Luiz Júnior.

O clube de Vila Nova de Famalicão começa a justificar com resultados o forte investimento e qualidade de um plantel que podia e devia estar melhor classificado. Com uma boa organização defensiva conseguiu, com maior ou menor dificuldade, controlar todas as iniciativas portistas, à exceção do golo em que facilitou um primeiro momento em que Evanilson conseguiu recuperar uma bola, que Francisco Conceição aproveitou na perfeição para empatar.

Nas transições e contra-ataques foi criterioso e conseguiu impor a qualidade técnica e física dos seus jogadores mais adiantados, Puma Rodriguez, Sorriso e em especial Jhonder Cádiz e Gustavo Sá. Faltou na segunda parte frescura física para explorar o contra-ataque e marcar o 3º golo que só por uma vez poderia ter acontecido na excelente jogada de Puma Rodriguez que não conseguiu desfeitear Diogo Costa.

Num clube que nos últimos anos baseia a sua política desportiva na venda de jogadores, ter Luiz Júnior, Francisco Moura, Topic, Zaydú Youssouf, Sorriso, Puma Rodriguez e em especial Gustavo Sá vai corresponder à entrada de muitos euros no Famalicão.

No Porto só Francisco Conceição, Taremi, Galeno e Nico González se exibiram bem, teve em Evanilson o elemento a menos, com atitude que prejudicou a equipa neste jogo e no próximo, quando até estava a ser dos melhores em campo.

Jhonder Cádiz fez 2 golos e foi o melhor no Estádio do Dragão. Sorriso aproveitou a oportunidade para jogar no lugar do castigado Chiquinho e esteve bem na dupla função de apoio defensivo a Francisco Moura e dar profundidade ofensiva. Puma Rodriguez e Gustavo Sá também se exibiram bem num jogo em que todos os jogadores do Fama tiveram rendimento médio/alto.

O árbitro Gustavo Correia complicou na segunda parte na apreciação da lei da vantagem, na vertente disciplinar e no tempo de compensação.


José Augusto Santos, Comentador Desportivo e Treinador de Futebol Nível IV UEFA Pro.

Fonte: Vídeo Sport TV

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