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FC PORTO X GD CHAVES: ANÁLISE DE JOSÉ AUGUSTO SANTOS

Vitória difícil do FCPorto, num jogo em que as diferenças na classificação e de qualidade entre as duas equipas foram atenuadas, pelo mau desempenho individual e coletivo dos portistas e pela melhoria, dos valentes transmontanos, em relação aos jogos anteriores.

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Vitória difícil do FCPorto, num jogo em que as diferenças na classificação e de qualidade entre as duas equipas foram atenuadas, pelo mau desempenho individual e coletivo dos portistas e pela melhoria, dos valentes transmontanos, em relação aos jogos anteriores.

Sérgio Conceição sem os 3 principais centrais na teórica hierarquia do plantel, Pepe por castigo, Marcano por lesão e David Carmo que por motivos disciplinares foi relegado para a equipa B optou pela dupla disponível, Zé Pedro e Fábio Cardoso, que não é nem de perto nem de longe ao nível das duplas de centrais utilizadas pelos dragões nos últimos largos anos. As dificuldades que a equipa tem manifestado esta época na ligação do meio-campo ao ataque, foram evidentes, mais uma vez. Sérgio Conceição ainda não resolveu o problema de ter jogadores nesse setor fulcral de todas as equipas.

O Porto joga de forma segura, bem para os lados e para trás, mas com dificuldades de transporte e passes verticais que nem com Gonçalo Franco no onze inicial, conseguiu resolver. Entrou dinâmico, intenso, mas sem conseguir ser imprevisível criativo e capaz de criar oportunidades ou jogadas de perigo. Faz uma primeira parte muito fraca, só aos 44 minutos conseguiu criar uma verdadeira oportunidade de golo por Pepê, depois da única jogada com princípio meio e fim.

O Chaves com um bloco baixo com uma boa organização defensiva não teve capacidade para na transição ofensiva criar dificuldades ao Porto, teve 2 cruzamentos perigosos, mas esteve sempre muito confortável na sua organização defensiva. Defendeu bem melhor do que nos 2 jogos anteriores com Estoril e Casa Pia em que sofreu 7 golos.

Moreno Teixeira alterou a sua equipa no aspeto tático, sem Ygor Nogueira, castigado e optando por retirar do 11 inicial Steven Vitória, não utilizou 3 centrais, passando para o 1-4-3-3 e não se deve ter arrependido. A equipa foi mais sólida defensivamente com Sandro Cruz a fazer uma boa dupla com Bruno Rodrigues e mesmo com 2 laterais muito ofensivos como são João Correia e Bruno Langa, conseguiu bloquear bem a largura e profundidade que o FC Porto habitualmente utiliza para desmontar as organizações defensivas contrárias. Com Guima, Kelechi (menos bem do que o habitual) e Hélder Morim garantiu uma boa cobertura no corredor central bloqueando bem o jogo interior da equipa portista. Os alas ajudaram muito no acompanhamento à projeção de João Mário e Wendell e praticamente foi perfeita a forma como a equipa flaviense defendeu na 1ª parte onde só consentiu ao Porto criar uma verdadeira oportunidade de golo com o remate de Pepê a ser salvo em cima da linha por João Correia.

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Na segunda parte a velocidade e movimentação dos jogadores portistas foi diferente e na sequência do seu melhor período João Mário faz um excelente golo com um remate cruzado de pé esquerdo. Depois do golo Sérgio Conceição fez entrar Francisco Conceição, Evanilson e Galeno e nos minutos seguintes o Chaves teve algumas dificuldades. Depois a equipa portista entrou em gestão do resultado e arriscou mesmo a sofrer o empate que poderia ter acontecido, se Benny, a gozar de muita liberdade, fosse eficaz, o remate embateu com estrondo na barra, (o jogo aéreo não é o seu ponto forte) ou naquele potente remate de pé esquerdo de Jô Batista que obrigou Diogo Costa à defesa da noite.

No FC Porto os melhores sem deslumbrar foram, João Mário, decisivo no golo e o principal protagonista das jogadas de perigo quando se envolveu no processo ofensivo, Wendell, Pepê e Diogo Costa

No Desp. Chaves todos os jogadores atingiram um nível bem melhor do que nos 2 jogos anteriores, Guima excelente, Rúben Ribeiro importante pela classe que dá na ligação ao ataque. Rodrigo Moura, Bruno Langa, João Correia, Sandro Cruz e Bruno Rodrigues também se exibiram muito bem. Hélder Morim, Sanca e Héctor Hernández cumpriram a sua missão tática de sacrifício. Só Kelechi que é um excelente jogador e está a fazer uma magnifica época se exibiu uns furos abaixo do habitual. Jô e Benny acrescentaram qualidade e capacidade de desequilíbrio na organização ofensiva e ajudaram muito à boa ponta final dos valentes transmontanos que poderia ter dado para conseguir o empate.

O poveiro Gustavo Correia que até tem dado sinais de evolução fez uma arbitragem ao nível do jogo, muito fraca, não deu a lei da vantagem, penaltis por marcar a favor das duas equipas e disciplinarmente nunca conseguiu controlar os jogadores. A ajuda do VAR também não chegou…


José Augusto Santos, Comentador Desportivo e Treinador de Futebol Nível IV UEFA Pro.

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SC BRAGA: JOÃO MARQUES É NOVO REFORÇO POR 3,5 MILHÕES

João Marques, do Estoril Praia, vai ser jogador do Sporting de Braga a partir da próxima temporada por 3,5 milhões de euros, revelou hoje o clube minhoto, quarto classificado da I Liga de futebol.

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João Marques, do Estoril Praia, vai ser jogador do Sporting de Braga a partir da próxima temporada por 3,5 milhões de euros, revelou hoje o clube minhoto, quarto classificado da I Liga de futebol.

A esse valor, por 100 por cento do passe, poderá acrescer um milhão de euros mediante objetivos individuais, sendo que os estorilistas reservam ainda 10 por cento da mais-valia de uma futura transferência do jogador.

João Marques, que cumpre 22 anos dentro de poucos dias, permanecerá no Estoril Praia até ao final da presente época, integrando o plantel dos ‘arsenalistas’ no arranque da próxima temporada (2024/25).

Internacional sub-21 por Portugal, o médio ofensivo assina um contrato válido por cinco épocas (até 2029), tendo sido fixada uma cláusula de rescisão de 30 milhões de euros.

Formado no Sporting, Barreirense, Vitória de Setúbal e Estoril Praia, João Marques soma 28 jogos esta época, seis golos e cinco assistências.

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SL BENFICA: PETAR MUSA DEIXA PORTUGAL E SEGUE PARA O FC DALLAS (EUA)

O avançado internacional croata Petar Musa está de saída do Benfica, depois de época e meia ao serviço das ‘águias’, para reforçar a equipa de futebol dos norte-americanos do FC Dallas, informaram hoje os dois clubes.

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O avançado internacional croata Petar Musa está de saída do Benfica, depois de época e meia ao serviço das ‘águias’, para reforçar a equipa de futebol dos norte-americanos do FC Dallas, informaram hoje os dois clubes.

“O Sport Lisboa e Benfica informa que chegou a acordo com o FC Dallas, dos Estados Unidos, para a transferência a título definitivo do futebolista Musa”, referem os ‘encarnados’ no seu site oficial.

Apesar de nenhum dos clubes revelar os valores envolvidos no negócio, a comunicação social portuguesa e internacional adianta que a saída de Petar Musa, de 25 anos, deverá render ao Benfica uma verba na ordem dos 10 milhões de euros (ME), mais três em variáveis, sendo que o emblema da Liga norte-americana (MLS) refere que se trata de “uma transferência recorde”.

Através da sua página oficial na Internet, o FC Dallas informou ainda que o ponta de lança croata assinou contrato até 2027, com a possiblidade de prolongar o vínculo por mais um ano.

O futebolista croata, que pelo Benfica venceu a I Liga (2022/23) e a Supertaça (2023), chegou à Luz na última época, proveniente do Boavista, num negócio que terá custado 6,5 ME, segundo o relatório e contas dos ‘encarnados’.

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Sem nunca se afirmar verdadeiramente como primeira opção, Musa participou em 41 jogos na época de estreia pelas ‘águias’, apenas cinco dos quais a titular, e marcou 12 golos e fez quatro assistências.

Já esta temporada, igualmente muitas vezes a sair do banco, o avançado participou em 25 jogos (nove como titular), marcou seis golos e fez duas assistências.

Com a contratação, neste mercado de janeiro, do avançado brasileiro Marcos Leonardo (ex-Santos), num plantel que conta ainda com Arthur Cabral e Casper Tengstedt, o croata perdeu ainda mais espaço.

Além de Marcos Leonardo, o Benfica reforçou o plantel com o lateral espanhol Álvaro Carreras e os extremos argentinos Benjamín Rollheiser e Gianluca Prestianni.

Além de Musa, saíram os defesas João Victor, contratado pelo Vasco da Gama, e David Jurásek, cedido ao Hoffenheim, o médio Chiquinho saiu para o Olympiacos e o extremo Gonçalo Guedes, que estava cedido pelo Wolverhampton, rumou ao Villarreal.

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