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LEIRIA: FESTIVAL JAZZ DINAMIZA MATA DOS MARRAZES

O renascimento da Mata dos Marrazes, com a aproximação da população àquele espaço verde do concelho de Leiria, é o objetivo de JazzMatazz, festival de música que estreia nos dias 01 e 02 de junho.

Afetada pela doença do nemátodo, a Mata dos Marrazes perdeu nos últimos meses mais de três mil árvores, sobretudo pinheiros. A União das Freguesias de Marrazes e Barosa quer repensar o futuro do espaço, transformando-o em parque para todo o concelho e o primeiro passo é o festival de jazz que assume o lema “A natureza como palco improvisado”.

“Queremos que a população, não só a de Marrazes, mas de todo o concelho, venha à mata. Queremos reviver o que acontecia há duas décadas e a música pode ser o elo de ligação entre a população e a mata”, explica o presidente da União de Freguesias.

Para Paulo Clemente, a zona florestal “está quase sem roupa, mas está bonita” e “mais segura”.

“As pessoas vão mais regularmente à mata sem terem medo, porque existiam alguns locais onde aconteciam alguns ilícitos e também servia de depósito de lixo”, nota o autarca, que vê o festival como lançamento do projeto para reinventar “uma zona privilegiada que está subaproveitada”.

O executivo de Marrazes trabalha na ideia de transformar a mata num parque para todo o concelho. “Esse é o plano, para o longo prazo, que terá de passar por várias fases e pelos próximos executivos”, sublinha.

Para já, avança JazzMatazz, festival de ar livre e entradas grátis, que leva música à Mata dos Marrazes, com Alexandre Frazão, Saxofínia e Michael Lauren All Stars no dia 01 de junho. O segundo dia fica por conta das filarmónicas de Marrazes e da Associação Recreativa e Musical Amigos da Branca.

“A envolvência marcará a diferença”, acredita Catarina Dias, secretária da junta que lançou a ideia a Paulo Clemente.

Ciente que o jazz “não é para milhares de pessoas”, JazzMatazz surge para “incentivar o conhecimento e a curiosidade da população” e ainda como contributo para a candidatura de Leiria a Capital Europeia da Cultura 2027.

A par disso, acrescenta Catarina Dias, procura-se combater “um estigma relacionado com as filarmónicas”, vistas como “a bandinha das procissões e romarias”.

“São muito mais do que isso, uma escola para muitos grandes músicos nacionais”.

No futuro, Paulo Clemente pretende que o festival “cresça e se embrenhe na mata”, à medida que for sendo concretizado o plano para revitalizar o espaço verde. “Queremos que atraia pessoas daqui e de fora de Leiria”.

LUSA

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