O Conselho Dinamarquês para os Refugiados (CDR) estimou, esta quinta-feira, que pelo menos 4,2 milhões de pessoas serão forçadas a abandonar as suas casas nos próximos dois anos devido a conflitos e perseguições.
De acordo com o relatório anual da organização, este número somar-se-á aos 117,3 milhões de deslocados já existentes globalmente. As projeções baseiam-se em dados de 2025 e não incluem o impacto total da recente guerra no Médio Oriente entre os Estados Unidos e o Irão, que já provocou três mil mortos e três milhões de deslocados em apenas 17 dias de conflito.
O relatório destaca uma dispersão das crises humanitárias, com o Myanmar e o Sudão a representarem agora apenas um quarto do aumento total projetado. Países como Ucrânia, Nigéria e Mali surgem com previsões de agravamento.
A secretária-geral da ONG, Charlotte Slente, alertou para o “fracasso catastrófico” na proteção de civis e criticou a redução da ajuda internacional, agravada desde o regresso de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, o que deixou a rede de segurança humanitária com graves lacunas.
