Cerca de metade da população portuguesa revela-se insatisfeita com o funcionamento da democracia no país, de acordo com um estudo divulgado esta sexta-feira.
A corrupção e o crescimento do extremismo político são apontados como os principais riscos para a estabilidade institucional, refletindo um sentimento de desconfiança face ao sistema político atual.
Os dados indicam que a perceção de falta de transparência na gestão pública e as dificuldades económicas têm contribuído para o desgaste da imagem das instituições democráticas junto dos cidadãos. O relatório sublinha que este descontentamento é transversal a várias faixas etárias, embora seja mais acentuado entre os jovens e as populações com menores rendimentos.
A preocupação com a integridade das instituições surge como um fator determinante para esta avaliação negativa, com os inquiridos a alertarem para a necessidade de um combate mais eficaz à corrupção.
Especialistas admitem que estes resultados devem servir de alerta para a classe política, reforçando a urgência de uma maior proximidade entre os representantes eleitos e as reais necessidades da sociedade civil.
