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MINISTÉRIO PÚBLICO ABRE INVESTIGAÇÃO À QUEDA DO HELICÓPTERO DO INEM

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Procuradoria-geral da República, avança aos órgãos de comunicação social, que instaurou um inquérito para “para apurar as circunstâncias que rodearam a ocorrência“. As investigações serão dirigidas pelo Ministério Público do DIAP – Departamento de Investigação e Acção penal do Porto.

Sabe-se para já que a aeronave embateu numa antena emissora de uma estação de rádio do grupo MCR – Média Capital Rádio (titular dos órgãos de comunicação social: TVI, Rádio Comercial, Cidade Fm, Smooth Fm, M80, Vodafone FM, entre outros), como confirmam os destroços no local e os danos visíveis na antena. Também “populares” deram o seu testemunho aos jornalistas nesse sentido.

O helicóptero do INEM acabou por se despenhar no meio da Serra das Pias (Santa Justa, Valongo) numa zona de muito difícil acesso; tendo dificultado a recolha dos destroços da aeronave para investigação.

O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves, enquanto autoridade de investigação de acidentes aéreos, encontra-se a investigar, garantindo no relatório preliminar que o acidente de deveu ao embate da aeronave com uma antena emissora. Não se sabe ainda em que condições e se a referida antena estaria – ou não – equipada com a iluminação nocturna obrigatória; dada tal exigência à proximidade do heliporto.

Ainda segundo o Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves; a investigação irá apurar o envolvimento da referida antena de radiodifusão, conforme o comunicado desta autoridade: ” … dos destroços que foi possível realizar até ao momento indica que a queda da aeronave aconteceu na sequência da colisão com uma antena emissora existente na zona. Essa colisão pode ter tido origem em diversas causas possíveis, o que apenas após a reunião de toda a informação necessária e no decurso do aprofundamento do processo de investigação poderá ser devidamente esclarecido …

O Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves, prometeu ainda um primeiro relatório para esta semana.

Porém a eventual descoordenação e contradições entre autoridades volta a ser o tema controverso, desta feita a NAV, Protecção Civil, Força Aérea e Bombeiros não se entendem quanto à cronologia dos factos; certo é que entre as 18:38 e as 20:15 há um vazio operacional entre estas entidades e nenhuma delas assume responsabilidades.

Deste acidente resultou a morte de toda a tripulação do helicóptero, 4 profissionais reconhecidos como experientes e “apaixonados” pela missão de salvamento, também eles vitimas da própria missão. Fica na memória os quatro considerados “heróis” do INEM: o médico Luís Veiga, a enfermeira Daniela Silva, o piloto João Lima e o copiloto Luís Rosindo.

Hoje, o Ministério Público veio dizer que irá investigar o acidente com abertura de um inquérito de investigação.

Jornalista: Vítor Fernandes c/ Lusa

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