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NACIONAL

MINISTÉRIO PÚBLICO INVESTIGA ‘VIAGENS’ DE LUÍS MONTENEGRO

Os sociais-democratas Luís Montenegro, Hugo Soares e Campos Ferreira estão a ser investigados pelo Ministério Público (MP). Em causa, revela a revista Sábado, estão as viagens pagas a França aquando da realização do Campeonato Europeu de Futebol de 2016.

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Os sociais-democratas Luís Montenegro, Hugo Soares e Campos Ferreira estão a ser investigados pelo Ministério Público (MP). Em causa, revela a revista Sábado, estão as viagens pagas a França aquando da realização do Campeonato Europeu de Futebol de 2016.

Segundo a mesma fonte, os dois antigos líderes parlamentares do PSD e o ex-deputado Luís Campos Ferreira terão ido, de forma gratuita, a França assistir às partidas da seleção nacional de futebol. O convite terá sido feito por Joaquim Oliveira, o dono da Olivedesportos.

Mais. Depois de ter estalado a polémica que envolveu elementos do Governo de António Costa, os três sociais-democratas terão pago as viagens, de forma a não serem envolvidos na investigação do Ministério Público.

Mas, conta a Sábado, não escaparam e o MP suspeita que os três sociais-democratas tenham praticado os crimes de falsificação de documentos e recebimento indevido de vantagem – até porque o pagamento foi feito com cheques, uns fora de validade, outros recolhidos em agosto com a data de emissão de julho.

Recorde-se que este caso está relacionado com aquele que é conhecido como Galpgate e que diz respeito a vantagens que os três ex-secretários de Estado (Rocha Andrade, João Vasconcelos e Jorge Costa Oliveira) terão recebido por parte da Galp, mais precisamente viagens e bilhetes para assistirem às partidas da seleção nacional de futebol em França durante o Europeu de 2016.

A este propósito, o Ministério Público havia proposto a suspensão provisória do processo-crime, uma intenção negada pelo Tribunal de Instrução Criminal que vai mesmo prosseguir com a investigação.

NM

NACIONAL

PROVAS DE AFERIÇÃO ACABAM NO 2º, 5º E 8º ANO E PASSAM PARA O 4º E 6º ANO

As provas de aferição do 2.º, 5.º e 8.º anos desaparecem e serão os alunos do 4.º e 6.º ano a ser avaliados, anunciou hoje o Governo, que quer que estas avaliações “tenham consequências”.

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As provas de aferição do 2.º, 5.º e 8.º anos desaparecem e serão os alunos do 4.º e 6.º ano a ser avaliados, anunciou hoje o Governo, que quer que estas avaliações “tenham consequências”.

As mudanças do modelo de avaliação externa já estavam previstas no programa do Governo e foram hoje anunciadas pelo ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, que revelou que as novidades entram em vigor já no próximo ano letivo de 2024/2025.

Em vez das atuais provas de aferição, as novas avaliações passam a chamar-se Provas de Monitorização de Aprendizagens e serão realizadas no final do 1.º e do 2.º ciclos, sendo que os resultados ficarão registados no boletim do aluno, revelou o ministro da Educação, Ciência e Inovação, Fernando Alexandre, defendendo que o novo modelo irá “garantir a igualdade de oportunidades”.

O secretário de Estado Adjunto e da Educação, Alexandre Homem Cristo, acrescentou que as provas serão em formato digital e os enunciados nunca serão divulgados, uma vez que a ideia é fazer provas que “terão alguns itens que se repetem”, para que os resultados possam ser comparados com os resultados obtidos nos anos anteriores.

“As provas não são de acesso público”, disse o secretário de Estado, sublinhando que esta “é uma metodologia cada vez mais utilizada em vários países”, dando como exemplo as provas internacionais do PISA.

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NACIONAL

REFORMADOS E PENSIONISTAS ALERTAM PARA A FALTA DE LARES PARA IDOSOS

Cerca de 30 reformados e pensionistas participaram hoje numa tribuna pública em Lisboa para alertar para “a insuficiência de respostas” do Estado ao nível de estruturas de acolhimento de idosos, bem como para proliferação de lares clandestinos.

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Cerca de 30 reformados e pensionistas participaram hoje numa tribuna pública em Lisboa para alertar para “a insuficiência de respostas” do Estado ao nível de estruturas de acolhimento de idosos, bem como para proliferação de lares clandestinos.

A iniciativa da Confederação Nacional de Reformados, Pensionistas e Idosos (MURPI) e da Inter-Reformados da CGTP-IN decorre na Praça Paiva Couceiro, um mês depois de as organizações terem entregado no parlamento uma petição com mais de 8.000 assinaturas a exigir uma rede pública de lares e o reforço do apoio aos idosos que permaneçam em casa.

Em declarações à agência Lusa, a presidente do MURPI, Isabel Gomes, explicou que há uma “necessidade imperiosa de que os mais velhos” tenham uma rede de apoio.

“Temos necessidade de uma rede pública de lares que dependa da Segurança Social, que seja o Estado a dirigir, (…) que tenha pessoas competentes e suficientes para tratar daqueles que vão ter necessidades”, salientou.

Isabel Gomes recordou que há lares “sem condições” e que não há inspeção às estruturas clandestinas.

Fazendo um ponto da situação das assinaturas recolhidas para a petição entregue em 18 de junho, a dirigente disse que o documento deu entrada na Assembleia de República com 8.400 subscritores, tendo atualmente mais de 2.000 para entregar.

“Já está aceite. Estamos a aguardar que a comissão da Assembleia da República nos chame e para depois os partidos, assim o entenderem, apresentarem projetos-lei”, sustentou.

Já o coordenador da Inter-Reformados da CGTP-IN, Arlindo Costa, afirmou que “cada vez mais” os idosos “estão abandonados”, sublinhando que “não conseguem ter dinheiro para poder ir para um lar”.

“É muito marcante as pessoas que trabalharam toda uma vida chegarem ao fim do ciclo da vida e não terem hipótese de viver condignamente o resto da sua vida, porque os lares são caros, inexistentes e aqueles que há são clandestinos e são igualmente caros e sem condições para ter um espaço e uma vida digna”, realçou.

Arlindo Costa disse ainda que os partidos “não têm tido em conta este problema”.

“É um problema de todos, porque mais tarde ou mais cedo – o ciclo de vida sendo normal — irão ser velhos e estão confrontados com esta triste realidade: baixas pensões. O aumento dos salários é primordial, o aumento das pensões é necessário. Com baixas pensões não é possível pagar um lar e era bom o Governo, os sucessivos governos pusessem isto na agenda para discussão na Assembleia da República”, afirmou.

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